O Cruzeiro tem sofrido alterações importantes em sua equipe titular, especialmente desde a chegada do treinador Leonardo Jardim. Embora o clube tenha investido pesadamente em jogadores de alto status, muitos deles não conseguiram se firmar no time principal. Em vez disso, o técnico priorizou a formação de um time coletivo, o que levou a mudanças significativas no elenco estrelado.
Jogadores de alto status deixam o time titular
O técnico Leonardo Jardim, desde a sua chegada ao Cruzeiro, precisou lidar com escolhas difíceis que afetaram diretamente o elenco estrelado. Alguns dos jogadores que perderam espaço incluem Walace, Gabigol e Dudu, que deixou o clube após divergências internas e se juntou ao Atlético. William, premiado como melhor lateral-direito do Brasileirão em 2024, também perdeu a posição para Fagner em determinado momento.
Essas mudanças não foram apenas limitadas a jogadores de alto status. O técnico também priorizou a formação de um time coletivo, o que levou a mudanças significativas no elenco estrelado.
A formação do time-base
Com o tempo, Jardim consolidou um time-base que vem sustentando os resultados recentes. Atualmente, a equipe principal do Cruzeiro é composta por Cássio; William (ou Fagner), Fabrício Bruno, Lucas Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva e Matheus Pereira; Christian, Kaio Jorge e Wanderson.
Essa formação coletiva é essencial para o sucesso do time, pois permite que os jogadores trabalhem em harmonia e desenvolvam uma compreensão profunda de como o time funciona.
A reserva de Gabigol
Em entrevista recente à TV Bandeirantes, Leonardo Jardim comentou sobre as escolhas que levaram Gabigol a iniciar partidas no banco. De acordo com o técnico, o sistema atual do time favorece Matheus Pereira e Kaio Jorge, que estão em grande fase, o que torna difícil acomodar os três jogadores ao mesmo tempo no ataque.
Jardim explicou que a produtividade dos três jogadores ao mesmo tempo é de três gols sofridos e um gol marcado. Além disso, o técnico ressaltou que a questão não está na qualidade de Gabigol, mas no encaixe tático do time.
O técnico também fez questão de reforçar o respeito ao atacante, afirmando que Gabigol é um excelente jogador e um profissional louvável. No entanto, Jardim admite que não encontrou uma forma de reunir todos os craques juntos.
Motivo de Walace ser reserva
Walace, que chegou ao Cruzeiro como uma das contratações mais caras do clube, não conseguiu se firmar como peça essencial. Desde a chegada de Jardim, o volante perdeu espaço gradualmente e passou a aparecer menos nas escalações principais da Raposa.
Questionado sobre o tema, o treinador explicou que o perfil de Walace não se ajusta ao modelo que busca implementar. De acordo com Jardim, os dois volantes que geralmente jogam têm projeção de jogo e deslocamento, enquanto Walace é mais cabeça de área.
O técnico ressaltou que a situação não se trata de falta de qualidade, mas de encaixe tático. Jardim afirmou que se Walace estivesse com um treinador que organiza a equipe de forma diferente, com certeza poderia ser titular.
Em 2025, o volante soma 18 jogos, sendo nove deles como titular. Embora não tenha sido possível encontrar uma forma de reunir todos os jogadores ao mesmo tempo, o técnico acredita que a formação do time-base é essencial para o sucesso do time.

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