A Fifa apresentou recentemente a “Trionda”, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026. No entanto, essa notícia não é o foco deste artigo. Em vez disso, vamos mergulhar na história de Jonas Eriksson, um ex-árbitro sueco que compartilhou suas experiências humilhantes na comissão de arbitragem da Uefa.
Jonas Eriksson, um árbitro experiente que trabalhou na Copa do Mundo de 2014 e na final da Liga Europa em 2016, revelou ter sofrido humilhações em controles rígidos promovidos pela Uefa. Ele escreveu um livro chamado “House of Cards – O jogo sujo atrás do jogo” e compartilhou suas queixas com o jornal inglês “The Guardian”.
Árbitros sob pressão: A realidade por trás do uniforme
De acordo com Eriksson, a vida de um árbitro não é apenas sobre ser justo e imparcial durante os jogos. Há uma pressão grande para que os árbitros sejam “bons” em todas as áreas, incluindo a dieta, o peso e a aparência. Eriksson afirmou que era comum ser repreendido se não estivesse dentro das normas, o que poderia afetar sua carreira.
A humilhação de ser pesado
Uma das experiências mais humilhantes de Eriksson foi durante a reunião anual dos árbitros para treinamento em Liubliana, capital da Eslovênia, em 2010. Ele foi chamado para fazer um teste de peso em uma sala fria, sem nenhuma roupa além de cueca. A diretoria da Uefa, liderada pelo italiano Pierluigi Collina, parecia mais interessada em ver os árbitros nu do que em treinar sua habilidade para jogos.
A pressão para ser “perfeito”
Eriksson explicou que a Uefa criou uma cultura em que os árbitros eram julgados não apenas por sua habilidade, mas também por sua aparência. A pressão para ser “perfeito” era enorme, e os árbitros que não estavam dentro das normas corriam o risco de serem deixados de lado. Eriksson afirmou que a situação era tão constrangedora que ele e outros árbitros não ousaram falar contra a Uefa.
Uma cultura de humilhação
A experiência de Eriksson é apenas um exemplo da cultura de humilhação que existia na Uefa durante aquele período. Os árbitros eram tratados como se fossem crianças, e não como profissionais experientes. A pressão para ser “perfeito” era tão grande que até mesmo os mais experientes árbitros se sentiam inseguros e humilhados.
A importância de mudar a cultura
É fundamental que a Uefa e as outras organizações de futebol sejam conscientes da cultura de humilhação que existe em suas instituições. Os árbitros são profissionais que merecem respeito e consideração, e não devem ser tratados como se fossem objetos para serem julgados e repreendidos. É hora de mudar a cultura e criar um ambiente mais respeitoso e profissional para os árbitros.
Conclusão
A experiência de Jonas Eriksson é um lembrete da importância de mudar a cultura de humilhação que existe em muitas organizações de futebol. Os árbitros são profissionais que merecem respeito e consideração, e não devem ser tratados como se fossem objetos para serem julgados e repreendidos. É hora de criar um ambiente mais respeitoso e profissional para os árbitros, e de reconhecer seu valor e contribuição para o futebol.

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