A torcida atleticana compareceu em peso, esgotando todos os ingressos para a partida decisiva que definiria um dos finalistas da Copa Sul-Americana. No confronto de volta, o Atlético Mineiro recebeu o Independiente del Valle na Arena MRV, em Belo Horizonte, com o objetivo claro de avançar na competição continental. O clima de expectativa era palpável, com milhões de reais e uma vaga na final em jogo, além da possibilidade de garantir um lugar na Libertadores de 2026.
A Busca Pela Vaga na Grande Final da Sul-Americana
O embate entre o Galo e a equipe equatoriana prometia ser eletrizante, especialmente após o resultado do jogo de ida. Em Sangolquí, no Equador, as equipes não saíram do empate por 1 a 1, deixando a decisão completamente em aberto para a partida em território brasileiro. A tensão aumentou com a definição de que qualquer resultado de igualdade levaria a disputa para a temida marca do pênalti, um cenário que testa os nervos de jogadores e torcedores. O vencedor deste duelo terá a honra de disputar o título contra quem levar a melhor no confronto entre Lanús e Universidad de Chile, outra semifinal que se desenha acirrada. A grande decisão da Copa Sul-Americana está agendada para o dia 22 de novembro, em Assunção, no Paraguai, onde o campeão erguerá o troféu e embolsará uma premiação expressiva de 6,5 milhões de dólares, enquanto o vice-campeão também será recompensado com 2 milhões de dólares.
O Papel do Fator Casa e a Preparação das Equipes
Para o Atlético Mineiro, atuar em casa, na moderna Arena MRV, com o apoio ensurdecedor de sua torcida, representa um diferencial significativo. A equipe vinha embalada por uma importante vitória no Campeonato Brasileiro no fim de semana, um triunfo por 1 a 0 que trouxe alívio e a fez subir na tabela de classificação da Série A, afastando-se momentaneamente da zona de perigo. Essa injeção de ânimo era fundamental para encarar a responsabilidade da semifinal continental. Por outro lado, o Independiente del Valle teve uma semana livre para se dedicar exclusivamente a este confronto. A partida da equipe no campeonato equatoriano foi adiada, permitindo que o técnico Javier Rabanal e seus comandados realizassem os ajustes táticos necessários e recuperassem as energias para o desafio em Belo Horizonte. A falta de compromissos domésticos no final de semana pode ter sido uma vantagem estratégica para o time visitante, que chegou mais descansado e focado no objetivo da classificação.
Análise das Prováveis Escalacões e Estratégias
No lado atleticano, o técnico Jorge Sampaoli precisava contornar desfalques importantes. A ausência de Gustavo Scarpa, suspenso, representava um desafio, mas o retorno do volante Fausto Vera era uma boa notícia. A expectativa girava em torno da escalação de Gabriel Menino entre os titulares, buscando força no meio-campo. O ataque, como de praxe, gerava interrogações, com a dúvida sobre a titularidade de Hulk ou a manutenção de Rony, ambos peças cruciais na composição ofensiva. A formação provável indicava um time buscando solidez defensiva com Saravia ou Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Alonso, e dinamismo nas laterais com Guilherme Arana. No meio, Alan Franco e Igor Gomes poderiam compor um setor de marcação e criação, com Bernard e Dudu buscando a imprevisibilidade e a finalização. Já o Independiente del Valle, sob o comando de Javier Rabanal, também apresentava suas particularidades. A ausência de Cazares e Andy Velascos, que não viajaram para Belo Horizonte, forçava adaptações. Em contrapartida, a volta de Mateo Carabajal ao time trazia segurança à defesa. A disputa na lateral esquerda entre Cortéz e Loor era um dos pontos de atenção para a comissão técnica, indicando que a estratégia poderia variar dependendo da escolha. O time equatoriano, conhecido por sua organização tática e capacidade de neutralizar adversários, certamente viria com um plano de jogo bem definido para surpreender o Atlético Mineiro em seus domínios.
A Arte da Arbitragem em um Jogo de Tamanha Magnitude
A responsabilidade de conduzir um jogo de tamanha importância como a semifinal da Copa Sul-Americana recai sobre os ombros da equipe de arbitragem. Para o confronto entre Atlético-MG e Independiente del Valle, a Confederação Sul-Americana de Futebol escalou um quarteto uruguaio, liderado pelo experiente árbitro Esteban Ostojich. A ele, como auxiliares, estarão Nicolas Taran e Martin Soppi, figuras experientes que auxiliam na aplicação das regras. O árbitro de vídeo (VAR), uma ferramenta cada vez mais crucial no futebol moderno, será comandado por Christian Ferreyra, garantindo a revisão de lances capitais. Completando a equipe, Jose Burgos atuará como quarto árbitro. A presença de uma equipe inteiramente uruguaia pode trazer uma certa uniformidade na interpretação das jogadas, mas a pressão e a intensidade do jogo exigirão máxima atenção e discernimento de todos os envolvidos para que a partida transcorra de forma justa e emocionante até o apito final.

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