A cena política do Fluminense Football Club está em ebulição, com a data para a escolha do novo mandatário do Tricolor das Laranjeiras oficialmente definida. No dia 29 de novembro, o clube carioca definirá quem comandará os destinos do futebol pelos próximos três anos, no período de 2026 a 2028. A eleição não se limitará à presidência; os cargos de vice-presidentes e os membros do Conselho Deliberativo também serão votados.
A Corrida pela Presidência: Pré-candidatos e o Caminho para Oficialização
Atualmente, quatro nomes despontam como pré-candidatos ao cargo máximo do clube: Ademar Arrais, Celso Barros, Luis Monteagudo e Mattheus Montenegro. Contudo, o cenário é dinâmico, e a expectativa é que nem todos consigam concretizar suas intenções de candidatura. O principal obstáculo para formalizar a participação na disputa é a necessidade de angariar um número expressivo de assinaturas, especificamente 200, de sócios contribuintes ou proprietários do Fluminense. Nesse quesito, Ademar Arrais e Mattheus Montenegro já demonstraram confiança, afirmando ter reunido o quórum necessário para oficializar suas chapas.
O Estatuto do Fluminense estabelece um rigoroso cronograma para as eleições presidenciais, determinando que o pleito ocorra impreterivelmente na segunda quinzena de novembro, sempre em um sábado. Diante dessa regra, duas datas potenciais foram consideradas: os dias 22 e 29 de novembro. A confirmação da data definitiva dependia da divulgação da tabela detalhada do Campeonato Brasileiro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), um fator que tradicionalmente influencia a decisão final.
Critérios de Votação: Quem Pode Definir o Futuro do Tricolor?
O direito ao voto no Fluminense é restrito a um grupo específico de associados. Para participar do processo eleitoral, é preciso ter no mínimo 16 anos e ser sócio adimplente há, no mínimo, um ano completo e ininterrupto, mantendo essa condição até o dia da Assembleia. Além disso, sócios da categoria Sócio Futebol que completaram dois anos de associação ininterrupta e não foram excluídos por inadimplência de três mensalidades (contínuas ou alternadas) também possuem o direito de expressar seu voto. Essa segmentação busca garantir que os eleitores possuam um vínculo consolidado com o clube.
A dinâmica da formação das chapas também tem seus desdobramentos. No caso da pré-candidatura de Celso Barros, um revés foi anunciado com a saída de Rafael Rolim, que se apresentava como pré-candidato a vice-presidente. Rolim justificou sua decisão por “divergências na condução do futebol”, evidenciando as complexidades internas que permeiam a construção das equipes políticas. O período oficial para a inscrição das chapas está delineado no estatuto, com abertura marcada para o dia 1º de novembro e encerramento em 15 de novembro, delimitando o prazo para a consolidação dos grupos que almejam o poder no Tricolor.
O Papel do Sócio no Fluminense e o Processo da SAF
O Fluminense se destaca no cenário do futebol brasileiro por ser um dos raros clubes onde o quadro social tem a prerrogativa de escolher diretamente seu presidente. Atualmente, o clube ostenta um número expressivo de 37.830 membros no programa de sócios. Entretanto, a elegibilidade para votação é criteriosa, abrangendo apenas aqueles associados adimplentes por dois anos ininterruptos. Complementando este grupo, os sócios proprietários e contribuintes, desde que em dia com suas obrigações financeiras há um ano, também são habilitados a participar ativamente deste importante processo democrático.
O presidente eleito em novembro terá uma missão colossal: gerir o clube durante o triênio que se inicia em janeiro de 2026 e se estende até dezembro de 2028. Sua gestão será crucial, especialmente no que tange ao processo em andamento de criação e posterior venda de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a administração do departamento de futebol. Este projeto, iniciado pela atual diretoria liderada pelo presidente Mário Bittencourt, encontra-se em fase de diligência, com uma proposta sendo minuciosamente analisada pelos conselheiros. A decisão final sobre a venda do controle do futebol será submetida à votação, onde conselheiros, sócios e torcedores terão a palavra final sobre o futuro estratégico da agremiação.

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