O Palmeiras, conhecido por sua solidez defensiva sob o comando de Abel Ferreira, vive um momento de alerta. Com 55 gols sofridos em 69 partidas disputadas até agora na temporada de 2025, o Verdão se aproxima perigosamente de atingir sua pior marca defensiva desde que o treinador português assumiu o clube. A meta de manter a meta menos vazada, que sempre foi um pilar para as conquistas alviverdes, parece estar ameaçada, gerando preocupação entre os torcedores e a comissão técnica.
Ameaça à Marca Defensiva Histórica da Era Abel
A atual campanha defensiva do Palmeiras em 2025 tem sido alvo de intensos debates. Com uma média de 0,79 gol sofrido por jogo, a equipe está a apenas três tentos de igualar o número registrado em 2023, ano que detém o pior desempenho defensivo do período de Abel Ferreira. Naquela temporada, foram 57 gols sofridos em 73 partidas, um índice que, na época, já indicava uma fragilidade incomum para os padrões estabelecidos pelo comandante. A proximidade de repetir essa marca, ainda com jogos a serem disputados, acende um sinal vermelho no Allianz Parque e nas instalações de treinamento da equipe.
Para contextualizar a magnitude da oscilação, é válido revisitar os números de temporadas anteriores. Em 2020, o Palmeiras demonstrou uma defesa quase impenetrável, com apenas 10 gols sofridos em 17 jogos. O ano de 2021, atípico devido ao calendário apertado e às consequências da pandemia, viu a equipe disputar um número expressivo de 91 partidas, sofrendo 86 gols. Em 2022, a defesa voltou a se consolidar, com 50 tentos sofridos em 74 confrontos. Já em 2024, a defesa foi vazada 56 vezes em 67 jogos. Diante desse histórico, os 55 gols sofridos em 69 partidas em 2025 projetam um dos períodos mais vulneráveis defensivamente sob a gestão de Abel Ferreira.
Desfalques Cruciais e Reformulação Defensiva
A situação defensiva do Palmeiras se torna ainda mais delicada com a iminente ausência de peças fundamentais. Para os próximos compromissos do Campeonato Brasileiro, o técnico Abel Ferreira precisará suprir as lacunas deixadas por Gustavo Gómez e Piquerez, ambos peças centrais na engrenagem defensiva da equipe. A falta do capitão paraguaio e do lateral uruguaio representa um golpe significativo na estrutura tática e no equilíbrio que o Palmeiras tanto preza.
Na zaga, a tarefa de substituir Gustavo Gómez recai sobre Bruno Fuchs, Luan e Murilo. Murilo, em particular, tem atravessado uma fase de instabilidade, tendo sido apontado por falhas em lances cruciais, como no primeiro gol contra o Mirassol, que culminou em sua substituição no intervalo. Luan, por outro lado, teve poucas oportunidades, participando de apenas quatro dos últimos 17 jogos, o que sugere uma utilização reduzida. Bruno Fuchs surge como a opção em melhor momento, com aparições mais frequentes entre os onze iniciais, demonstrando um certo entrosamento com a dinâmica defensiva.
Desafios na Lateral Esquerda e a Busca pelo Equilíbrio
Na lateral esquerda, a responsabilidade de cobrir a ausência de Piquerez recai sobre os ombros de Jefté. O jovem de apenas 21 anos soma uma bagagem relativamente curta com a camisa do Palmeiras, com apenas oito partidas oficiais disputadas. Suas atuações, embora sem comprometer a equipe de forma gritante, ainda não transmitiram a segurança e a solidez esperadas, especialmente em confrontos de maior calibre e exigência tática. A falta de experiência do atleta em jogos decisivos pode se tornar um fator de atenção para a comissão técnica.
A própria comissão técnica do Palmeiras, em seu livro “Cabeça Fria, Coração Quente”, enfatiza a importância vital de possuir a defesa menos vazada como um dos pilares para a conquista do Campeonato Brasileiro. Com os números defensivos atuais destoando desse padrão tão almejado, o Verdão se encontra diante da necessidade urgente de reencontrar o equilíbrio e a solidez que o consagraram em outras temporadas. A reta final de 2025 exige uma recuperação defensiva expressiva para que os objetivos do clube não sejam comprometidos por fragilidades já demonstradas ao longo do ano.

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