A temporada do Cuiabá Esporte Clube na Série B do Campeonato Brasileiro foi marcada por oscilações e mudanças no comando técnico, culminando na ausência de acesso à elite do futebol nacional. Com o objetivo inicial de retornar à Série A, o clube passou por duas trofeões principais ao longo do ano, cada um com suas particularidades e desafios. A equipe encerra sua participação no torneio com duas partidas restantes, sem mais chances matemáticas de subir, mas com o foco voltado para a construção de um futuro mais promissor.
A passagem de Guto Ferreira pelo comando do Dourado, iniciada em fevereiro com a ambição de recolocar o time na Série A, teve um desfecho precoce. Após uma sequência de resultados insatisfatórios, incluindo a derrota por 2 a 0 para o Avaí, o treinador foi desligado do clube antes da reta final da competição. Sua saída abriu espaço para a efetivação de Eduardo Barros, que já integrava a comissão técnica fixa desde o final de junho.
Trajetórias e Estatísticas dos Comandantes
Sob o comando de Guto Ferreira, o Cuiabá entrou em campo em 21 oportunidades. Nesse período, a equipe somou oito vitórias, quatro empates e nove derrotas. O ataque marcou 24 gols, enquanto a defesa foi vazada em 24 ocasiões, resultando em um aproveitamento de 44,4%. Apesar de ter conquistado vitórias importantes fora de casa, como contra o Athletic-MG e o Volta Redonda, o desempenho como visitante se mostrou um dos principais gargalos do time.
Eduardo Barros assumiu o Dourado e, até o momento, dirigiu o time em 15 partidas. A sua gestão resultou em quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas. O Cuiabá marcou 17 gols e sofreu 19, alcançando um aproveitamento de 42,2% até aqui. Embora sua proposta de jogo tenha evidenciado um maior controle da posse de bola e um equilíbrio tático mais notável, as dificuldades ofensivas persistiram, e o time não obteve nenhuma vitória jogando longe da Arena Pantanal.
Desempenho Contrastante Contra Adversários
Uma análise mais aprofundada da campanha do Cuiabá revela um desempenho significativamente diferente dependendo do adversário enfrentado na tabela. Contra as equipes que se posicionavam à frente do Dourado na classificação geral, o aproveitamento foi de apenas 31,3%. Em 17 confrontos diretos com esses concorrentes de topo, o time obteve quatro vitórias, quatro empates e nove derrotas.
Por outro lado, o retrospecto contra os times que compunham a parte inferior da tabela foi substancialmente superior. Nessas partidas, o Cuiabá somou 62,7% dos pontos disputados, com nove vitórias, cinco empates e apenas três derrotas. Essa disparidade no desempenho contra diferentes faixas da classificação evidencia a dificuldade do time em se impor contra adversários diretos na briga por posições mais elevadas.
Análise Comparativa e Perspectivas Futuras
Em termos comparativos, os números entre os trabalhos de Guto Ferreira e Eduardo Barros apresentam diferenças relativamente pequenas. Enquanto o time sob o comando de Guto demonstrava uma maior agressividade e uma média de gols marcados superior, a fragilidade defensiva foi uma constante em ambas as gestões. A equipe demonstrou sofrer gols com frequência, independentemente de quem estivesse à beira do gramado.
Com a temporada de Série B se aproximando do fim e o acesso matematicamente inviável, o Cuiabá se encontra na 11ª colocação com 50 pontos. As duas últimas rodadas servirão para cumprir tabela, mas o clima interno já se volta para o planejamento futuro. Em coletiva após o último confronto contra o Goiás, Eduardo Barros expressou seu desejo de permanecer no clube, indicando uma possível continuidade em seu trabalho caso a diretoria o avalie positivamente.
Próximo Desafio e Foco no Encerramento da Temporada
A penúltima partida do Cuiabá na Série B do Campeonato Brasileiro está marcada para o próximo domingo, 16 de novembro. O confronto será contra o América-MG, com bola rolando a partir das 16h30 (horário de Brasília) no Estádio Independência. Esta partida, válida pela 37ª rodada, representa uma oportunidade para a equipe buscar uma atuação mais convincente e encerrar a campanha com uma vitória fora de casa, algo que não foi alcançado durante a gestão de Eduardo Barros.

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