O cenário do futebol brasileiro foi agitado nesta terça-feira por especulações envolvendo o nome de Neymar e o Fluminense. Um suposto contato entre o clube carioca e o estafe do craque santista, visando uma futura contratação, tomou conta das conversas entre torcedores e veículos de comunicação. No entanto, o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, fez questão de vir a público para desmentir veementemente qualquer aproximação recente. A declaração visa trazer tranquilidade e direcionar o foco para os desafios atuais das equipes.
Desmentido oficial e o foco no presente
Em nota divulgada em suas redes sociais, Mário Bittencourt foi categórico ao afirmar que não houve qualquer tipo de contato, seja com Neymar ou com seus representantes, nas últimas semanas. A declaração pública do mandatário tricolor busca dissipar qualquer boato que possa desviar a atenção da equipe de seus objetivos imediatos. O presidente ressaltou o respeito que o Fluminense tem pelo Santos Futebol Clube, clube atual de Neymar, e reiterou que tanto a equipe santista quanto o jogador estão totalmente concentrados nas partidas restantes do Campeonato Brasileiro. Essa postura reforça a seriedade e o profissionalismo com que o clube carioca lida com assuntos do mercado, priorizando o desempenho em campo.
O papel das declarações e a influência das redes sociais
A força que a especulação ganhou deveu-se, em parte, a uma entrevista concedida por Nilton Petrone, conhecido como “Filé”, coordenador da fisioterapia do Fluminense, ao Setor Sul Podcast. Em sua participação, Filé comentou sobre a possibilidade hipotética de Neymar vestir a camisa do Fluminense, tecendo elogios ao talento do atacante. Contudo, o fisioterapeuta fez ressalvas importantes, enfatizando que a concretização de um negócio dessa magnitude dependeria do desejo do próprio jogador e da sua adequação aos processos e à estrutura que o Fluminense adota atualmente. Ele destacou a importância da integração entre as equipes e o compromisso com protocolos estabelecidos, indicando que o clube não opera de maneira improvisada. Essas declarações, mesmo que em tom especulativo, acabaram alimentando o debate e levantando a curiosidade dos torcedores sobre o que seria necessário para tal feito.
Um antigo namoro e uma negociação quase concretizada
É importante notar que esta não é a primeira vez que os caminhos de Neymar e Fluminense se cruzam em discussões de mercado. Há um histórico de interesse mútuo que remonta à época da Copa do Mundo de Clubes. Na ocasião, o Fluminense demonstrou um forte desejo de contar com o atacante, e o próprio jogador admitiu, posteriormente, que a transferência esteve “bem perto” de acontecer. Segundo relatos da época, o presidente Mário Bittencourt chegou a conversar com o técnico Renato Gaúcho sobre a possibilidade, recebendo um parecer positivo. Renato Gaúcho teria sido o primeiro a ter contato direto com Neymar, que, por sua vez, pediu que as conversas avançassem com seu pai e empresário, como forma de respeito ao Santos. A autorização para conversar com o pai de Neymar foi obtida junto ao então presidente santista, Marcelo Teixeira, e as negociações se iniciaram.
A proposta e os motivos que a inviabilizaram
A ideia do Fluminense não era uma contratação em definitivo, mas sim uma parceria estratégica com o Santos para contar com Neymar apenas durante o período da Copa do Mundo de Clubes, com o retorno previsto ao clube paulista após o torneio. Naquele momento, contudo, Neymar estava em negociações para renovar seu contrato com o Santos, o que adicionou uma camada de complexidade ao processo. Neymar, após considerar a proposta, informou que precisava conversar com o presidente do Santos e retornaria com sua decisão. Posteriormente, o atacante entrou em contato com Mário Bittencourt, agradecendo o interesse e confirmando seu desejo de disputar o Mundial pelo Fluminense. No entanto, ele optou por seguir seu projeto de carreira no Santos e utilizar o período de paralisação do calendário para se recuperar fisicamente e se preparar para retornar em alto nível. Essa decisão, tomada pelo jogador, foi o fator decisivo para que a negociação, que parecia promissora, não se concretizasse naquela oportunidade, deixando uma sensação de “quase” para os torcedores que acompanharam o caso.

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