O Atlético Mineiro empatou em 3 a 3 com o Fortaleza em um confronto eletrizante pela 16ª rodada do Brasileirão Série A de 2025, realizado nesta quarta-feira. O Galo demonstrou grande ímpeto ofensivo e esteve em vantagem no placar durante a maior parte dos 90 minutos, mas acabou cedendo o empate em um lance que gerou muita controvérsia e frustração para a equipe alvinegra.
Apesar do resultado final, o desempenho do ataque atleticano foi elogiado, com lances de perigo e boa articulação de jogadas. No entanto, o técnico Jorge Sampaoli apontou falhas pontuais na marcação como o principal fator que impediu a vitória, admitindo que o time poderia ter assegurado os três pontos com uma margem mais confortável.
Atlético-MG Cede Empate Inesperado Após Liderar Boa Parte do Jogo
O palco do Mineirão foi palco de uma partida repleta de emoções, onde o Atlético Mineiro parecia ter o controle do jogo sob suas mãos. Abrindo o placar e buscando ampliar, o Galo ditou o ritmo em muitos momentos. A superioridade ofensiva se traduziu em gols, e a torcida presente demonstrava otimismo em relação a mais uma vitória em casa. A equipe demonstrou um volume de jogo considerável, com jogadas bem trabalhadas e oportunidades criadas, o que reforçava a ideia de que os três pontos ficariam em Belo Horizonte. No entanto, a força do Fortaleza em buscar o resultado, somada a alguns lapsos defensivos do Atlético, transformou a expectativa de vitória em um empate frustrante.
Análise de Sampaoli: Ataque Brilhante, Defesa com Pontos de Atenção
Após o apito final, o comandante argentino Jorge Sampaoli fez uma análise franca do desempenho de sua equipe. Ele ressaltou o bom volume de jogo e a produção ofensiva, elogiando a capacidade do time de criar e finalizar lances. Contudo, Sampaoli não escondeu sua insatisfação com as falhas defensivas que, em sua visão, foram determinantes para o resultado adverso. “Eu acho que o time teve um bom volume de ataque. Mas teve distrações defensivas que acabaram empatando um jogo em que poderíamos ter ganho claramente e amplamente, por situações, por domínio, por controle do jogo”, declarou o treinador, evidenciando a dualidade entre o poder de fogo do time e as fragilidades demonstradas na retaguarda.
Controvérsia na Arbitragem: Pênalti Questionado por Sampaoli
Um dos lances que mais chamaram a atenção e geraram revolta na comissão técnica do Atlético Mineiro foi a marcação de um pênalti a favor do Fortaleza. Jorge Sampaoli expressou veementemente sua discordância com a decisão do árbitro, chegando a ser advertido com cartão amarelo pela intensidade de suas reclamações. O treinador classificou a penalidade como uma “invenção do árbitro” e creditou a decisão como um fator que reacendeu o adversário na partida, quando o Galo já demonstrava um domínio considerável. “Mas quando você está disperso na área, junto a uma invenção do árbitro, que foi um pênalti totalmente que não existiu, são essas noites onde o rival acerta as chances que ele tem e você não pode ganhar um jogo em que controlou, dominou, teve chance. Até o 3 a 1, a partida estava totalmente controlada, e o árbitro colocou eles no jogo. O árbitro colocou o Fortaleza na partida, onde estava totalmente superado”, desabafou Sampaoli, evidenciando o impacto da decisão da arbitragem no desfecho do confronto.
Mudanças Táticas e Justificativas do Treinador
Parte da torcida atleticana questionou algumas das substituições realizadas por Jorge Sampaoli durante a partida, especialmente as entradas de Gabriel Menino e Natanael. O técnico, em sua coletiva, buscou explicar as razões por trás dessas alterações. Sampaoli argumentou que, com o jogo se aproximando do fim e o placar indicando a necessidade de manter o controle e evitar contra-ataques, a intenção era oxigenar a equipe e adicionar jogadores com características de posse de bola. “Entendíamos que faltava cinco minutos, precisávamos colocar gente fresca, porque o jogo estava pedindo evitar contra-ataque e ter controle da bola. Gabriel tem controle da bola. Não é um jogador que tem grandes recuperações”, explicou Sampaoli. Ele também detalhou a estratégia com Natanael: “A entrada de Natanael era jogar com um quinto, tapando a entrada de Moisés pela esquerda”, visando fechar os espaços e consolidar a vantagem que, infelizmente, não se sustentou até o apito final.

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