O Palmeiras está tomando medidas para garantir o recebimento de valores pendentes em negociações passadas, demonstrando uma gestão financeira rigorosa e atenta aos seus direitos. A diretoria alviverde acionará o Fortaleza na Câmara Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD) devido a atrasos no pagamento referentes à transferência do zagueiro Gustavo Mancha, além de outras pendências financeiras. Essa ação visa assegurar os recursos devidos ao clube paulista e manter a saúde financeira da instituição, crucial para investimentos futuros e a manutenção de um elenco competitivo.
Dívida de Gustavo Mancha: O que Aconteceu?
A principal motivação para o acionamento do Fortaleza diz respeito a uma dívida de 225 mil euros (aproximadamente R$ 1,4 milhão) referente à venda de 30% dos direitos econômicos do zagueiro Gustavo Mancha. O Palmeiras emprestou o atleta ao clube cearense, mantendo uma porcentagem dos direitos sobre futuras transferências. Quando o Fortaleza vendeu Gustavo Mancha ao Olympiacos, da Grécia, por R$ 28,3 milhões, o Palmeiras deveria receber o valor correspondente à sua porcentagem, mas o pagamento não foi integralizado.
O Fortaleza já havia quitado uma parte da dívida, no valor de 825 mil euros, porém com um atraso de cerca de um mês em relação ao prazo estabelecido. A data original para a quitação era novembro, mas o pagamento ocorreu posteriormente. Apesar disso, o saldo remanescente de 225 mil euros ainda não foi pago, levando o Palmeiras a buscar a via judicial para garantir o recebimento.
Notificação e Proposta de Parcelamento Ignorada
O Palmeiras notificou o Fortaleza sobre a dívida em 2 de dezembro, concedendo um prazo adicional de 40 dias para o pagamento. Além disso, o clube paulista demonstrou flexibilidade ao apresentar uma proposta de parcelamento do valor devido, buscando facilitar o cumprimento da obrigação financeira pelo Fortaleza. No entanto, a proposta de parcelamento não obteve resposta, o que motivou o Palmeiras a acionar a CNRD.
A CNRD é um órgão responsável por mediar e resolver disputas entre clubes de futebol, oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente do que a Justiça comum. Ao optar por essa via, o Palmeiras busca uma solução amigável para o problema, mas está preparado para defender seus direitos caso seja necessário.
Detalhes da Venda de Gustavo Mancha e a Distribuição dos Valores
A venda de Gustavo Mancha ao Olympiacos gerou uma receita significativa para o Fortaleza, que ficou com R$ 19,8 milhões dos R$ 28,3 milhões da transação. O Palmeiras, por sua vez, receberá um total de R$ 8,4 milhões pela venda dos 30% dos direitos econômicos que possuía. O Fortaleza detinha 55% dos direitos, enquanto o clube cearense manteve 15% após a negociação.
Essa divisão de valores demonstra a importância de manter o controle sobre uma porcentagem dos direitos econômicos dos jogadores, mesmo em empréstimos. O Palmeiras se beneficiou financeiramente com a valorização de Gustavo Mancha e a sua transferência para o mercado europeu.
Outras Pendências Financeiras entre Palmeiras e Fortaleza
Além da dívida referente a Gustavo Mancha, o Palmeiras também tem mais 300 mil euros a receber do Fortaleza em outras negociações. Adicionalmente, o clube paulista ainda aguarda o recebimento da primeira parcela referente ao repasse pela venda do atacante Breno Lopes do Fortaleza para o Coritiba. Essas pendências financeiras demonstram a necessidade de uma gestão financeira transparente e eficiente por parte dos clubes de futebol, garantindo o cumprimento das obrigações contratuais e a preservação dos seus interesses.
A atitude do Palmeiras em acionar o Fortaleza na CNRD reforça a importância de proteger os direitos financeiros do clube e buscar soluções para garantir o recebimento de valores pendentes. Essa postura demonstra uma gestão responsável e atenta aos detalhes, fundamental para o sucesso a longo prazo da instituição.

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