O cenário do futebol brasileiro e internacional foi palco de reviravoltas nesta semana, com o empresário John Textor retomando o controle da Eagle Bidco, empresa que detém a participação majoritária no Botafogo de Futebol e Regatas. A confirmação oficial, registrada na Companies House, autoridade de registro de empresas do Reino Unido, encerra um período de incertezas e disputas acirradas pelo comando do clube carioca e de outros ativos da rede de clubes pertencentes à Eagle Football Group. A movimentação ocorre em meio a tensões com o fundo de investimentos Ares, credor de Textor, e levanta questões sobre o futuro do Botafogo e a gestão de seus recursos.
A Reestruturação no Comando da Eagle Bidco
A formalização do retorno de John Textor ao comando da Eagle Bidco representa um ponto crucial na saga que envolve o Botafogo e seus investidores. A Companies House, responsável por registrar as alterações societárias no Reino Unido, oficializou a mudança, assegurando a Textor a liderança da empresa que controla a rede de clubes. Essa confirmação surge um dia após a formalização da sua saída anterior, seguida por um anúncio do próprio empresário sobre a readquirir o controle, o que agora se concretiza no registro oficial. A agilidade na reversão da situação demonstra a complexidade das negociações e a determinação de Textor em manter o controle do Botafogo.
A Disputa com o Fundo Ares: Origens e Desdobramentos
A raiz do conflito reside na disputa entre John Textor e o fundo de investimentos Ares pelo controle dos ativos da Eagle, incluindo o Botafogo. O ponto de partida para a intervenção da Ares foi a decisão de Textor de desligar os diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo no final de janeiro. A divergência entre Textor e os diretores, que atuavam como conselheiros da Eagle BIDCO, girava em torno de questões estratégicas, incluindo o modelo de aporte financeiro proposto por Textor para lidar com as dívidas urgentes do Botafogo. A Ares, por sua vez, é credora de Textor desde 2022, quando emprestou US$ 450 milhões para a aquisição do Lyon, dívida que ainda não foi quitada pelo empresário.
Manobras e Estratégias para Retomar o Poder
A manobra de Textor para retomar o controle da Eagle Football Group envolveu a exclusão dos diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo da votação na Assembleia Geral, invalidando seus votos e permitindo que ele participasse sozinho da votação. O objetivo era destituir a diretoria atual, composta por Michele Kang e Michael Gerlinger, e solicitar sua própria reintegração ao comando. Essa estratégia, embora controversa, demonstra a determinação de Textor em reaver o controle da empresa e, consequentemente, do Botafogo. A situação expõe a fragilidade da estrutura de governança da Eagle Football Group e a necessidade de estabelecer regras claras para evitar conflitos futuros.
Decisões Judiciais e o Cenário de Incertezas
Em setembro de 2025, Textor havia declarado o fim da disputa com os demais sócios da Eagle, mas a situação se complicou com a intervenção da Ares e a subsequente disputa pelo controle da empresa. Em outubro, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar favorável a Textor, mantendo-o no controle do Botafogo até uma nova análise do processo envolvendo a Eagle. Essa decisão judicial, embora temporária, garantiu a Textor a continuidade no comando do clube carioca, permitindo que ele prosseguisse com seus planos de investimento e reestruturação. No entanto, o futuro do Botafogo permanece incerto, dependendo do desfecho da disputa entre Textor e a Ares e da definição de um modelo de governança estável e transparente.
Implicações para o Botafogo e o Futuro do Clube
A retomada do controle da Eagle Bidco por John Textor tem implicações significativas para o Botafogo. O clube carioca, que passou por um período de instabilidade financeira e administrativa, depende dos investimentos de Textor para se reerguer e voltar a ser um protagonista do futebol brasileiro. A disputa com a Ares e a incerteza sobre o futuro da Eagle Football Group geram preocupação entre os torcedores e a diretoria do clube, que temem que a situação possa comprometer os planos de investimento e o desenvolvimento do Botafogo. A resolução do conflito e a definição de um modelo de gestão claro e eficiente são fundamentais para garantir a estabilidade do clube e o sucesso de seus projetos.
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