A noite de quarta-feira marcou o fim da jornada do Bahia na Conmebol Libertadores 2026, em um confronto tenso e decidido nos pênaltis contra o O’Higgins. A eliminação reacendeu memórias de tropeços passados, como a derrota para o Nacional-URU no ano anterior, e lança um olhar crítico sobre o desempenho da equipe sob o comando de Rogério Ceni. Apesar de uma primeira etapa promissora e de ter revertido a desvantagem inicial, o Tricolor baiano sucumbiu à pressão no segundo tempo e, posteriormente, nas cobranças decisivas, com Dell e Everton Ribeiro desperdiçando suas oportunidades. A partida, disputada com garra e emoção, expôs fragilidades no controle emocional e na maturidade do time, permitindo que o adversário chileno, em muitos momentos, dominasse a partida e levasse a melhor.
Bahia Eliminação: Relembrando a Trajetória e os Desafios
A campanha do Bahia na Libertadores 2026 começou com expectativas elevadas, mas a eliminação para o O’Higgins representa um duro golpe para a torcida e para a comissão técnica. A equipe baiana demonstrou potencial em alguns momentos, como na partida de volta, quando conseguiu construir um placar favorável no tempo normal. No entanto, a falta de consistência e a incapacidade de manter o controle do jogo em momentos cruciais foram fatores determinantes para o resultado negativo. A derrota nos pênaltis, com erros de jogadores experientes e jovens talentos, evidenciou a necessidade de aprimoramento em diversos aspectos, tanto técnicos quanto psicológicos.
O Jogo em Detalhes: Gols, Estratégias e Momentos Decisivos
A partida de volta, realizada na Bahia, começou com um ritmo acelerado e um gol relâmpago de Willian José, que reacendeu a esperança da torcida. A equipe de Rogério Ceni, com mudanças estratégicas em relação ao jogo de ida – Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Erick Pulga foram as escolhas iniciais – buscou impor seu jogo desde o início. No entanto, o O’Higgins, demonstrando organização tática e determinação, conseguiu equilibrar as ações e assustar o gol de Ronaldo em diversas ocasiões. O primeiro tempo foi marcado por lances de perigo de ambos os lados, com o Bahia aproveitando uma penalidade sofrida por Erick Pulga para ampliar o placar com Willian José. A segunda etapa, porém, foi de sofrimento para o Tricolor, que viu o O’Higgins descontar com Castillo e passar a dominar o jogo, pressionando em busca do empate.
Análise Tática: O que Falhou no Bahia?
Apesar do esforço e da entrega dos jogadores, o Bahia apresentou algumas deficiências táticas que contribuíram para a eliminação. A saída de bola, por vezes hesitante e previsível, facilitou a marcação do O’Higgins, que soube explorar as brechas na defesa baiana. A falta de criatividade no meio-campo e a dificuldade em manter a posse de bola em momentos cruciais também foram fatores que prejudicaram o desempenho da equipe. As substituições realizadas por Rogério Ceni, buscando dar mais dinamismo e poder de fogo ao ataque, não surtiram o efeito desejado, e o time se mostrou cada vez mais nervoso e desorganizado à medida que o tempo passava. A decisão de poupar alguns jogadores em momentos importantes também pode ter pesado na balança, privando a equipe de peças-chave em um confronto decisivo.
O Peso da Eliminação: Impacto no Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil
A eliminação na Libertadores representa um revés significativo para o Bahia, que agora terá que concentrar suas energias no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. A ausência de compromissos internacionais em 2026 pode aliviar a carga de jogos, mas também aumenta a pressão por resultados positivos nas competições nacionais. A torcida tricolor, acostumada a acompanhar o time em competições de alto nível, cobrará uma resposta imediata da equipe, que terá que superar a frustração da eliminação e buscar a reabilitação o mais rápido possível. Rogério Ceni, por sua vez, terá que lidar com a insatisfação da torcida e encontrar soluções para os problemas táticos e psicológicos que afligem o time. A temporada que se inicia promete ser desafiadora para o Bahia, que terá que provar seu valor em um cenário competitivo e exigente.
Próximos Passos: Reflexões e Perspectivas para o Futuro
Após a dolorosa eliminação na Libertadores, o Bahia precisa realizar uma análise profunda de seus pontos fortes e fracos, buscando identificar as causas dos erros e implementar melhorias em todos os setores. A comissão técnica terá que trabalhar em conjunto com os jogadores para fortalecer o espírito de equipe, aprimorar a organização tática e aumentar a confiança em momentos decisivos. A chegada de novos reforços, com características que complementem o elenco atual, também pode ser fundamental para elevar o nível da equipe. O Bahia tem potencial para alcançar grandes resultados, mas precisa superar a frustração da eliminação e seguir em frente com determinação e foco. A torcida tricolor, fiel e apaixonada, espera que o time aprenda com os erros do passado e construa um futuro vitorioso.

Escritor especializado em cobrir notícias sobre o mundo do futebol. Apaixonado por contar as histórias por trás dos jogos e dos jogadores







