O técnico brasileiro André Jardine, campeão olímpico em Tóquio 2020, reafirmou seu compromisso com o América-MEX, descartando um possível retorno ao futebol brasileiro, apesar do interesse do Botafogo. Jardine construiu uma trajetória vitoriosa no México, transformando-se em um ídolo e o treinador mais laureado da história do clube. Sua decisão reflete a forte ligação com o projeto esportivo e o reconhecimento que desfruta no país, onde conquistou múltiplos títulos e prêmios individuais.
A Trajetória de Jardine no México: Uma Aposta Vencedora
A chegada de André Jardine ao futebol mexicano, há quatro anos, foi inicialmente vista com ceticismo. Deixando um cargo na comissão técnica da Seleção Brasileira, o treinador assumiu o Atlético San Luís, um clube com orçamento limitado e em situação delicada na liga. Jardine, no entanto, enxergou uma oportunidade de crescimento e aceitou o desafio, confiando no potencial do projeto apresentado. Essa decisão se mostrou acertada, impulsionando o Atlético San Luís e abrindo portas para o América, o clube mais popular e vitorioso do México.
Do Atlético San Luís ao América: A Construção de uma Lenda
Após um período de sucesso no Atlético San Luís, onde implementou uma filosofia de trabalho que lhe rendeu o apelido carinhoso de “La Jardineta” (O Jardineteiro), Jardine foi convidado a assumir o comando do América em junho de 2023. O clube vivia um jejum de títulos de cinco anos, e a contratação do treinador brasileiro representou uma aposta ousada em busca de retomar a glória. A resposta foi imediata: em apenas um ano, Jardine conquistou quatro troféus, incluindo o bicampeonato mexicano, o título de Campeão dos Campeões e a Supercopa, além de ser eleito o melhor técnico da temporada pela Liga MX.
Um Legado de Títulos e Reconhecimento Individual
A passagem de André Jardine pelo América tem sido marcada por um sucesso contínuo. Além dos quatro títulos iniciais, o treinador conquistou mais duas taças, incluindo um inédito tricampeonato mexicano, consolidando seu lugar na história do clube. Sua liderança e visão tática resultaram em um time competitivo e vitorioso, capaz de superar adversidades e alcançar resultados expressivos. O reconhecimento individual também acompanhou o sucesso coletivo, com Jardine sendo premiado duas vezes como o melhor técnico da Liga MX e selecionado para o All Star Game diante da seleção da MLS.
O Desafio da Concachampions e o Futuro no América
Atualmente, o foco de André Jardine e do América está na busca pelo título da Concachampions, competição que o clube não conquista há dez anos. Sob o comando do treinador brasileiro, a equipe chegou perto do título em duas ocasiões, perdendo para o Pachuca em 2024 e para o Cruz Azul em 2025. A conquista da Concachampions não apenas isolaria o América como o maior vencedor do torneio, mas também garantiria uma vaga no Mundial de Clubes da FIFA e na Copa do Mundo de Clubes de 2029, consolidando ainda mais o legado de Jardine no clube.
A Recusa ao Botafogo e a Prioridade pelo Projeto Mexicano
Apesar do interesse do Botafogo, liderado por John Textor, em contar com seus serviços, André Jardine optou por permanecer no América-MEX. A decisão foi motivada pela forte ligação com o projeto esportivo, pelo reconhecimento que desfruta no México e pela oportunidade de continuar construindo uma história de sucesso em um clube que o acolheu e lhe proporcionou grandes conquistas. Jardine valoriza a estabilidade e a confiança depositada em seu trabalho, e acredita que o América é o lugar ideal para continuar evoluindo como treinador e alcançando novos objetivos.
Em suma, a trajetória de André Jardine no México é um exemplo de superação, ousadia e profissionalismo. O treinador brasileiro transformou-se em um ídolo no país, conquistando títulos, prêmios e o respeito de torcedores e colegas de profissão. Sua decisão de permanecer no América demonstra seu compromisso com o projeto esportivo e sua ambição de continuar escrevendo seu nome na história do futebol mexicano.

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