O atacante Matheus Cunha, peça importante no atual momento da Seleção Brasileira, compartilhou em entrevista coletiva os sentimentos que permeiam sua rotina em relação às convocações e a busca pelo sonho de disputar uma Copa do Mundo. Apesar de ter participado das últimas quatro chamadas do técnico Carlo Ancelotti, o jogador do Manchester United não esconde a ansiedade e a expectativa que antecedem cada anúncio de lista, evidenciando a importância e a competitividade para vestir a amarelinha.
Matheus Cunha, que hoje conta com 26 anos, demonstrou uma notável evolução na forma como lida com as emoções e as frustrações, especialmente após a experiência dolorosa de ter ficado de fora da Copa do Mundo do Catar. Ele reconhece que cada experiência, positiva ou negativa, contribui para o seu amadurecimento. A maturidade adquirida o permite encarar as adversidades e as conquistas com uma perspectiva diferente, tornando-o um atleta mais preparado para os desafios que a carreira e a Seleção Brasileira impõem. Essa bagagem emocional é fundamental para navegar em um ambiente tão competitivo e sonhar com a glória máxima no futebol.
A Ansiedade da Convocação: Um Sonho em Jogo
Apesar da confiança e do bom momento, Matheus Cunha revelou que a tranquilidade passa longe antes de cada convocação para a Seleção Brasileira. Ele descreve um misto de ansiedade e orgulho quando seu nome é anunciado. “Na última convocação, eu estava andando com meu cachorro em casa. Por mais que você tenha vindo outras vezes e tenha confiança, há sempre a ansiedade na próxima. É nosso sonho, a competitividade é grande e isso mexe contigo. Você fica ansioso e tem orgulho quando o nome está na lista”, desabafou o atacante. Ele prefere não acompanhar as prévias e esperar o anúncio oficial, focando em seu desempenho para manter suas chances. Essa apreensão, segundo ele, é um reflexo da grandeza do sonho de representar o país em uma Copa do Mundo e da forte concorrência interna. A busca por um lugar na Seleção exige excelência constante, e cada convocação é um passo importante nessa jornada.
Versatilidade como Chave para o Espaço na Seleção
Um dos trunfos de Matheus Cunha para conquistar e manter seu espaço na Seleção Brasileira é, sem dúvida, sua versatilidade tática. Jogando tanto como atacante quanto como meia no Manchester United, ele acredita que essa adaptabilidade pode ser decisiva para o técnico Carlo Ancelotti. “Eu acho que estar na Seleção, sem dúvida nenhuma, é o momento para demonstrar o máximo em qualquer aspecto. Saber que o Mister pode me usar em muitas posições é importante para que todas sejam bem trabalhadas e para demonstrar na forma que valha a pena”, declarou. Ele ressalta a importância de estar pronto para atuar em diferentes funções, especialmente em torneios de curta duração como Copas do Mundo, onde lesões e imprevistos podem surgir. Essa capacidade de se adaptar e render em diversas posições o torna uma peça valiosa para o elenco, oferecendo opções estratégicas ao comandante.
Ciclos de Copa: Diferenças e Objetivos Claros
Comparando os diferentes ciclos de preparação para a Copa do Mundo, Matheus Cunha aponta uma distinção significativa. Ele relembra o ciclo anterior, sob o comando de Tite, que durou seis anos e resultou em duas participações em Copas, caracterizado por uma maior estabilidade e um grupo mais fechado. O ciclo atual, segundo o atacante, tem se mostrado diferente, com muitos jogadores surgindo e buscando seu espaço. No entanto, ele enfatiza que, apesar de uma possível instabilidade inicial, o objetivo principal está claro para todos. “Apesar da instabilidade deste ciclo, está muito claro o que todo mundo quer, o Norte do que queremos está mais claro para todo mundo. Isso dá tranquilidade para que as coisas sejam feitas e possamos chegar ao fim do ciclo com o sonho conquistado”, afirmou. A união em torno de um objetivo comum é vista como fundamental para superar os desafios e alcançar o sucesso.
Convivendo com a Pressão: O Papel das Redes Sociais
Em sintonia com o conselho dado por Casemiro, Matheus Cunha concorda sobre a importância de gerenciar o impacto das redes sociais em suas carreiras. Embora reconheça os benefícios de comunicação que elas proporcionam, principalmente quando estão longe de casa, ele alerta para o peso das opiniões externas. “A rede social é algo que chegou para ajudar todo mundo. Quando as pessoas estão longe de casa, sem rede social é impossível de comunicar e isso é um dos muitos aspectos positivos, mas há um peso muito grande na nossa realidade”, explicou. Ele enfatiza que a Seleção Brasileira vive um momento de grande importância, especialmente em vésperas de Copa do Mundo, e que o feedback interno é mais valioso. “Aqui dentro, já temos o feedback necessário para suportar as adversidades. Se for mais fácil deixar de lado, é importante para você viver a sua realidade e não das pessoas de fora”, concluiu. Essa postura visa blindar o grupo das influências externas, focando na construção de um ambiente coeso e resiliente.
Um Grupo Motivato para Alcançar a Glória
Matheus Cunha descreve o grupo atual da Seleção Brasileira como promissor e cheio de potencial. Ele ressalta a presença de jovens jogadores com experiência, muitos dos quais já passaram por momentos difíceis e conquistas em suas carreiras. O objetivo final, claro, é a Copa do Mundo, e a mentalidade é de ser vitorioso. “É um grupo com muita fome, vontade de trabalhar e demonstrar para o mundo nossa capacidade. Conversamos muito internamente para buscar um caminho de que o sucesso que temos fora da Seleção se repita aqui dentro”, disse. O atacante sente orgulho de vestir a camisa amarelinha e acredita que essa paixão compartilhada fortalece o grupo. Ele destaca o caráter, o comprometimento e a vontade de retribuir tudo o que tem sido dado à equipe, elementos essenciais para a construção de um time campeão. A postura nos bastidores é de leveza e brincadeiras, mas com a concentração necessária para os grandes objetivos.
Os próximos compromissos da Seleção Brasileira serão contra Senegal, no sábado, às 13h (horário de Brasília), no estádio do Arsenal, em Londres, e contra a Tunísia, na terça-feira, em Lille, na França. Matheus Cunha reafirma o desejo de Ancelotti em mostrar a força do Brasil para o mundo, independentemente do adversário. “Queremos ganhar e mostrar que vocês estão bem representados por quem veste essa camisa. Queremos mostrar que o que está sendo construído é muito sólido, firme e tem uma representatividade muito grande”, finalizou.

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