A instabilidade no comando técnico se tornou uma marca registrada na gestão dos 4R’s no Atlético Mineiro. Desde 2020, o clube enfrentou diversas mudanças na comissão técnica, com uma média de 8,75 dias entre a saída de um treinador e a chegada do substituto. A demissão recente de Jorge Sampaoli reacendeu o debate sobre a rotatividade no cargo e a dificuldade em encontrar um técnico que projete um trabalho de longo prazo no Galo. A busca por um novo nome continua, com o clube priorizando técnicos estrangeiros, mas sem negociações avançadas até o momento.
A Crise de Continuidade no Banco de Reserva
O Atlético Mineiro vive um ciclo de trocas de treinadores que se intensificou com a chegada dos 4R’s à presidência. Em pouco mais de três anos, o clube precisou recorrer ao mercado em oito ocasiões para encontrar um novo comandante. Essa frequência de mudanças impacta diretamente na consistência do time, na implementação de uma filosofia de jogo clara e no desenvolvimento de um projeto esportivo duradouro. A falta de um planejamento estratégico de longo prazo e a impaciência com os resultados parecem ser os principais fatores que contribuem para essa instabilidade.
Análise do Tempo Médio entre as Trocas
A análise do tempo decorrido entre a demissão de um técnico e a contratação do próximo revela um padrão interessante. A troca mais rápida ocorreu em 2022, com a substituição de El Turco por Cuca em apenas um dia. Já a mais demorada foi a que se seguiu à saída de Gabriel Milito, levando 25 dias para a chegada de Cuca, devido a uma negociação frustrada com Luis Castro. A média de 8,75 dias demonstra que o clube geralmente age de forma relativamente rápida para preencher a vaga, mas a demora em algumas situações específicas pode comprometer o desempenho da equipe em momentos cruciais da temporada.
O Caso Sampaoli e a Busca por um Sucessor
A saída de Jorge Sampaoli, após um período de especulações e resultados abaixo do esperado, reacendeu a busca por um novo técnico. A diretoria alvinegra prioriza a contratação de um profissional estrangeiro, visando trazer novas ideias e uma perspectiva diferente para o clube. No entanto, até o momento, nenhuma negociação avançou de forma significativa. Enquanto isso, Lucas Gonçalves, o interino, assume a responsabilidade de comandar a equipe nos treinos e jogos, buscando manter o nível competitivo do time.
Impacto da Instabilidade nos Resultados e na Identidade do Clube
A constante troca de técnicos pode ter um impacto negativo nos resultados esportivos do Atlético Mineiro. Cada novo treinador traz consigo uma filosofia de jogo diferente, o que exige um período de adaptação por parte dos jogadores. Essa adaptação pode levar tempo e comprometer o desempenho da equipe em curto prazo. Além disso, a falta de um projeto de longo prazo dificulta a construção de uma identidade clara para o clube, o que pode afetar a motivação dos jogadores e a confiança da torcida.
O Futuro do Atlético: Planejamento e Estabilidade como Prioridades
Para superar esse ciclo de instabilidade, o Atlético Mineiro precisa investir em um planejamento estratégico de longo prazo e priorizar a estabilidade no comando técnico. A contratação de um treinador com identificação com a filosofia do clube, que tenha capacidade de desenvolver um projeto esportivo consistente e que conte com o apoio da diretoria, é fundamental para construir uma equipe competitiva e vitoriosa. Além disso, é importante que a diretoria tenha paciência e dê tempo para que o treinador implemente suas ideias e colha os frutos de seu trabalho. A torcida alvinegra anseia por um futuro mais estável e promissor, com um Atlético Mineiro que possa brigar por títulos e se consolidar como uma das principais forças do futebol brasileiro.

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