O Botafogo consolidou sua jornada na Copa Libertadores 2026 ao garantir sua vaga na terceira fase preliminar. A vitória por 2 a 0 sobre o Nacional de Potosí, da Bolívia, no Estádio Nilton Santos, na noite de quarta-feira (25), demonstrou a eficácia da estratégia implementada pelo técnico Martín Anselmi e a crescente confiança da equipe alvinegra. Os gols foram marcados por Alex Telles e Danilo, selando a classificação e reacendendo o entusiasmo da torcida botafoguense. A partida marcou um passo importante na busca por uma vaga na fase de grupos do principal torneio continental de clubes da América do Sul.
Domínio Tático e Estratégia Ofensiva
A atuação do Botafogo foi marcada por um claro domínio tático, com uma estratégia ofensiva bem definida desde o apito inicial. A escolha de Anselmi por um esquema 3-4-3, com Léo Linck no gol e uma linha defensiva composta por Mateo Ponte, Bastos e Alexander Barboza, proporcionou solidez e, ao mesmo tempo, liberdade para os alas atuarem em posições mais avançadas. Vitinho e Alex Telles desempenharam um papel crucial nesse esquema, oferecendo amplitude e profundidade ao ataque, enquanto Newton, como volante, garantiu o equilíbrio e a proteção à defesa. A presença de Danilo como armador central foi fundamental para a criação de jogadas e a distribuição do jogo, buscando constantemente lançamentos verticais que pudessem romper a defesa adversária.
A Importância dos Alas na Construção do Jogo
A participação dos alas, Vitinho e Alex Telles, foi um dos pontos altos da partida. Ambos demonstraram grande capacidade de apoio ao ataque, avançando com frequência e criando oportunidades de gol. A amplitude e a profundidade que proporcionaram ao jogo forçaram o Nacional de Potosí a recuar e a se defender em seu próprio campo, dificultando a saída de bola e a criação de jogadas ofensivas. A movimentação constante do trio de ataque, formado por Barrera, Matheus Martins e Montoro, complementou a estratégia, explorando os espaços gerados pelos avanços dos alas e buscando infiltrações nas costas da defesa boliviana. Os gols marcados por Alex Telles e a participação de Danilo na área evidenciaram a eficácia dessa abordagem ofensiva.
Controle do Ritmo e Ajustes Táticos
Na segunda etapa, o Botafogo optou por controlar o ritmo da partida, diminuindo a intensidade e permitindo que o Nacional de Potosí tivesse mais posse de bola. Essa mudança tática, no entanto, abriu espaços que foram aproveitados pelos bolivianos, que chegaram a acertar a trave. Percebendo a necessidade de recuperar o poder ofensivo, Anselmi promoveu as entradas de Artur e Arthur Cabral, buscando dar mais dinamismo e força ao ataque. As substituições surtiram efeito, com o Botafogo retomando o controle do jogo e criando novas oportunidades de gol. A entrada de Joaquim Correa e Justino também foi importante para ajustar a equipe, tanto no ataque quanto na defesa, garantindo a solidez e a segurança necessárias para confirmar a classificação.
Próximos Desafios do Botafogo
Com a vaga na terceira fase preliminar da Copa Libertadores garantida, o Botafogo agora se volta para os próximos desafios. O primeiro compromisso será contra o Boavista-RJ, neste sábado (28), às 19h30, no Estádio Nilton Santos, pela segunda partida da semifinal da Taça Rio. A equipe alvinegra busca a classificação para a final, onde enfrentará o vencedor de Volta Redonda-RJ x Bangu-RJ na disputa pelo título e pela quinta colocação. No Campeonato Brasileiro, o Botafogo terá um confronto importante contra o Athletico Paranaense, no dia 11 de março (quarta-feira), às 19h, na Arena da Baixada, em Curitiba. Em seguida, o Alvinegro receberá o rival Flamengo no dia 14 (sábado), às 20h30, no Estádio Nilton Santos, em um clássico que promete ser emocionante e decisivo para a sequência da competição. A torcida botafoguense espera que a equipe mantenha o bom desempenho e a confiança para superar esses desafios e alcançar seus objetivos na temporada.
Análise da Partida e Perspectivas Futuras
A vitória sobre o Nacional de Potosí não apenas garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Libertadores, mas também serviu como um importante teste para o Botafogo. A equipe demonstrou capacidade de adaptação tática, solidez defensiva e poder ofensivo, características que serão fundamentais para enfrentar os desafios que virão. A estratégia implementada por Martín Anselmi, com a valorização dos alas e a busca por um jogo ofensivo e dinâmico, se mostrou eficaz e promissora. A torcida botafoguense tem motivos para otimismo, confiando no potencial da equipe e na capacidade do técnico de conduzir o clube a novas conquistas. A Copa Libertadores é uma competição exigente e desafiadora, mas o Botafogo está determinado a fazer uma boa campanha e a representar o futebol brasileiro com orgulho e dignidade.

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