A expectativa por um retorno ao futebol brasileiro por parte de Bitello quase se concretizou no início do ano. O meia, que atualmente defende o Dínamo Moscou, revelou em entrevista que esteve muito perto de vestir a camisa do Botafogo. A negociação, no entanto, esbarrou em divergências entre os clubes, impedindo a concretização de uma transferência que poderia ter marcado seu retorno ao país após a saída do Grêmio em 2023.
Bitello revela proximidade com o Botafogo em negociação frustrada
O meia Bitello, que deixou o Grêmio rumo ao futebol russo em 2023, concedeu uma entrevista reveladora onde detalhou um momento de grande expectativa em sua carreira: a quase transferência para o Botafogo. O clube cariota demonstrou um interesse significativo pelo jogador no final do ano passado e início deste ano, apresentando uma série de propostas concretas que, por pouco, não o trouxeram de volta ao cenário nacional.
As investidas do Glorioso foram substanciais, chegando a oferecer 18 milhões de euros, valor que na época equivalia a aproximadamente R$ 113 milhões. Apesar da quantia expressiva e do desejo do atleta em retornar ao Brasil, a negociação não se concretizou. Bitello explicou que as divergências ocorreram diretamente entre os clubes, em relação a detalhes como números, forma de pagamento e outras condições estabelecidas nas tratativas.
Oportunidade na Seleção Brasileira e o desejo de retornar
Bitello não escondeu o quanto a possibilidade de voltar a jogar no Brasil o animava. Em suas palavras, a transferência para o Botafogo era vista como uma “oportunidade única de voltar a jogar no meu país”. O meia destacou o impacto que uma boa performance no futebol brasileiro poderia ter em sua carreira, especialmente no que tange a uma possível convocação para a Seleção Brasileira. “Se eu continuasse jogando o que venho jogando aqui, provavelmente pintaria uma oportunidade na Seleção”, afirmou, demonstrando a ambição de representar o país.
Ele complementou seu raciocínio, ressaltando que, embora o nível técnico do futebol russo seja bom e ele esteja atuando em alto nível como camisa 10 do Dínamo Moscou, a visibilidade e o alcance de um clube brasileiro de ponta facilitariam seu caminho rumo à equipe nacional. “Acho que ainda tem alguns espaços na Seleção. Tem muitos jogadores de qualidade mas, como estou aqui, é um pouco mais difícil de chegar. Se estivesse no Botafogo desempenhando um bom futebol, possivelmente estaria na Seleção”, pontuou o jogador, evidenciando a importância do palco para o reconhecimento.
O futuro de Bitello: contrato na Rússia e planos a longo prazo
Apesar da negociação frustrada com o Botafogo, Bitello segue em destaque no Dínamo Moscou. Atualmente, ele é o titular e dono da camisa 10 da equipe russa, ostentando um bom desempenho com oito participações diretas em gols. Seu contrato com o clube se estende até 2031, o que demonstra um planejamento a longo prazo por parte da equipe europeia.
No entanto, o desejo de retornar ao futebol brasileiro permanece vivo. Bitello assegurou que, mesmo após a renovação de contrato, a diretoria do Dínamo Moscou está ciente de suas aspirações futuras. “Eu renovei sim, mas não afeta não. A gente tem conversado com a diretoria aqui, com todos aqui. Eles sabem da minha vontade, o que pretendo da minha carreira. Já deixamos bem claro para eles. Depende não só da gente, mas também do meu futebol”, declarou, indicando que a porta para um retorno ao Brasil não está fechada e que seu desempenho em campo será crucial para futuras oportunidades.
Desfecho da negociação e a resiliência do jogador
Bitello, aos 25 anos, consolidou sua carreira no futebol russo desde que deixou o Grêmio em 2023. O período entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano foi marcado pelas intensas tentativas do Botafogo em contar com o talento do meia. Quatro ofertas foram formalizadas ao Dínamo Moscou, com a mais alta atingindo a expressiva marca de 18 milhões de euros.
Contudo, o desenrolar das negociações foi marcado por impasses. Bitello detalhou o processo: “Foi entre os clubes. Eles tinham falado algumas coisas sobre números com a gente. Depois aumentaram, forma de pagamento…Foi o que não deu certo. Deu no que deu.” Apesar da frustração inicial pela não concretização do negócio, o jogador demonstrou maturidade e resiliência. “Feliz por ter ficado aqui também. Não pode abaixar a cabeça. Tem que continuar treinando, continuar jogando e manter o mesmo ritmo para, quem sabe na próxima, chegar outro time”, concluiu, mostrando determinação em seguir em frente e buscar novas oportunidades no futuro.

Escritor especializado em cobrir notícias sobre o mundo do futebol. Apaixonado por contar as histórias por trás dos jogos e dos jogadores







