A disputa entre a Eagle Bidco e John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, continua a se intensificar, com novas acusações e reviravoltas nos bastidores do clube. Em uma petição recente, a Eagle Bidco alega que Textor “sequestrou” a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com o apoio do clube social, buscando o indeferimento de pedidos anteriores feitos pelo associativo. A situação se complica em meio à preparação do time para um importante clássico contra o Fluminense, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, que acontecerá nesta quinta-feira, às 19h30, no Maracanã.
Acusações de “Sequestro” da Gestão e Conluio
A petição da Eagle Bidco detalha uma série de acusações contra John Textor e o clube social. A empresa argumenta que a mudança de postura do clube associativo é “fabricada” e visa apenas prejudicar a Eagle Bidco no processo em andamento. Segundo a petição, enquanto Textor faz alegações sobre aportes financeiros na SAF, sem possuir a autoridade para tal, o presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, demonstra apoio às manobras do empresário americano. A Eagle Bidco enfatiza que o clube social nunca apresentou evidências concretas de irregularidades que justificassem a intervenção na gestão da SAF.
Pedido de Indeferimento e Estratégia Processual
A Eagle Bidco busca o indeferimento de três pedidos específicos do clube social: a inclusão de John Textor como réu no processo, o ressarcimento de R$ 155 milhões ao clube social e a nomeação de um interventor. A empresa alega que esses pedidos foram feitos fora do prazo legal e que o clube social está tentando mudar a narrativa após ter contribuído para a crise financeira da SAF. A estratégia da Eagle Bidco é que quaisquer pretensões do Botafogo social sejam analisadas em uma nova ação, separada do processo em andamento, evitando que o clube associativo utilize o processo atual para discutir questões mais amplas.
Questionamentos sobre o Ressarcimento de R$ 155 Milhões
Em relação ao pedido de ressarcimento de R$ 155 milhões, a Eagle Bidco manifesta total desconhecimento sobre a composição desse valor e questiona por que a empresa seria responsável por pagar ao clube social, e não à própria SAF, que seria a suposta parte prejudicada. A empresa argumenta que o clube social está tentando “terceirizar a culpa” por atos praticados em conjunto com John Textor. Essa postura demonstra a crescente desconfiança da Eagle Bidco em relação à transparência e à legitimidade das ações do clube social.
Deterioração Financeira e Administrativa da SAF
A defesa do Botafogo associativo, por sua vez, argumenta que a situação financeira e administrativa da SAF está se deteriorando devido às disputas entre a Eagle Bidco e John Textor. A defesa alega que há evidências de desvios e fraudes praticados pelos sócios da Eagle, o que estaria agravando a crise no clube. Essa declaração reforça a complexidade da situação e a necessidade de uma investigação aprofundada para apurar as responsabilidades e garantir a saúde financeira do Botafogo.
Foco no Clássico e Desafios no Campeonato Brasileiro
Apesar da turbulência nos bastidores, o Botafogo se prepara para enfrentar o Fluminense em um clássico crucial para a sequência do Campeonato Brasileiro. O jogo, marcado para esta quinta-feira no Maracanã, representa uma oportunidade para o time se recuperar e conquistar a primeira vitória na competição. A equipe, agora sob o comando de Anselmi, busca encontrar um equilíbrio entre os desafios internos e a necessidade de obter resultados positivos em campo. A torcida alvinegra espera que os jogadores consigam superar as dificuldades e honrar a camisa do Botafogo em um dos clássicos mais tradicionais do futebol carioca. O resultado do confronto poderá ter um impacto significativo na moral da equipe e na sua confiança para as próximas partidas.

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