O Corinthians se prepara para mais um confronto crucial no Campeonato Brasileiro, buscando fortalecer sua posição na tabela e consolidar sua presença no G-6. A equipe alvinegra se prepara para enfrentar o Grêmio no próximo domingo, dia 2 de junho, em sua casa, a Neo Química Arena. A vitória é vista como fundamental para as aspirações do Timão na competição.
Contudo, um imprevisto marcou os treinos recentes da equipe. O técnico Dorival Júnior foi surpreendido pela ausência inesperada de Memphis Depay nas atividades de treinamento realizadas na última terça-feira, 28 de maio. O jogador, que estava de folga no Rio de Janeiro após a importante vitória contra o Vitória no sábado anterior, em Salvador, havia comunicado ao clube sua intenção de retornar ao centro de treinamento via helicóptero em um dos campos do Parque Ecológico.
Inicialmente, o plano era que Memphis se apresentasse ao CT Joaquim Grava ao meio-dia e trinta. No entanto, a situação no Rio de Janeiro, descrita como uma “guerra” no texto original, trouxe complicações logísticas. O jogador, buscando contornar o problema, sugeriu chegar ao treino no horário marcado, mas a impossibilidade de realizar o voo devido às condições climáticas e à situação vigente impediu a sua apresentação. Apesar do contratempo, o Corinthians optou por não aplicar qualquer tipo de punição ao atleta. Essa decisão, no entanto, gerou insatisfação e críticas de figuras ligadas ao futebol, como o comentarista Walter Casagrande Júnior.
Críticas à postura de Memphis e a visão de Casagrande
Walter Casagrande Júnior, conhecido por suas análises diretas, expressou sua discordância em relação à decisão do Corinthians de não penalizar Memphis Depay pela sua ausência nos treinos. Segundo Casagrande, a obrigatoriedade de comparecer aos treinos é um pilar fundamental no futebol profissional. Ele argumenta que, mesmo em período de folga e em outra cidade, a responsabilidade do atleta é organizar sua logística de forma a garantir que imprevistos não comprometam suas obrigações com o clube.
Casagrande enfatizou que, ao contrário de uma situação de trânsito inesperado ao sair de casa, uma folga de dois dias em outro local exige um planejamento cuidadoso. Esse planejamento, na visão do comentarista, deve prever e mitigar quaisquer riscos que possam interferir ou impedir a participação do jogador nos treinamentos. A ausência de uma advertência, para ele, abre um precedente questionável.
O “comportamento esquisito” de Memphis em 2025 ganha destaque
Além de defender a necessidade de uma advertência formal, Walter Casagrande Júnior aprofundou suas críticas à conduta geral de Memphis Depay no Corinthians. O comentarista classificou o comportamento do jogador como “esquisito” e “estranho” durante sua passagem pelo clube. Ele pontua que, embora Memphis seja reconhecido como um ótimo jogador e esteja contribuindo para a equipe, o desempenho e a consistência têm sido irregulares ao longo do ano.
Casagrande observou que, em alguns momentos, Memphis apresenta atuações brilhantes, mas em outros, seu rendimento decai. Ele mencionou uma “jogadinha” realizada na partida contra o Vitória, que, na sua percepção, pareceu “apagar” tudo de positivo que foi construído anteriormente. Para Casagrande, esse tipo de ação, por mais talentosa que seja individualmente, não pode mascarar uma performance inconsistente. Ele reitera que, apesar de seu potencial, o jogador tem entregado “muito pouco” em 2025, o que reforça a necessidade de uma conduta mais profissional e comprometida.
A importância do comprometimento no futebol moderno
O episódio em torno da ausência de Memphis Depay nos treinos do Corinthians lança luz sobre a importância do comprometimento e da disciplina no futebol de alto rendimento. Em um cenário cada vez mais competitivo, onde cada detalhe faz a diferença na busca por títulos e objetivos, a pontualidade e a presença nos treinamentos são pilares inegociáveis para o bom funcionamento de qualquer equipe. A gestão de folgas e a logística de deslocamento dos atletas precisam estar alinhadas com as demandas do clube e com a necessidade de manter a rotina de preparação física e tática.
A opinião de Casagrande reflete um pensamento comum entre especialistas e torcedores que valorizam a dedicação total ao esporte. A profissionalização do futebol vai além das quatro linhas; ela engloba a responsabilidade, o respeito aos colegas de equipe, à comissão técnica e à instituição. Quando um jogador de renome e com potencial de desequilíbrio falha em cumprir com suas obrigações básicas, como comparecer a um treino, é natural que surjam questionamentos sobre seu engajamento e sua capacidade de liderança, especialmente em um clube com a grandeza e a exigência do Corinthians.

Escritor especializado em cobrir notícias sobre o mundo do futebol. Apaixonado por contar as histórias por trás dos jogos e dos jogadores







