O início de 2026 para o Corinthians, apesar das expectativas elevadas, tem sido marcado por um desafio persistente: a baixa produtividade do setor ofensivo. A recente lesão de Yuri Alberto, peça fundamental no ataque alvinegro, escancarou uma questão que o técnico Dorival Júnior ainda não conseguiu solucionar. A dependência do artilheiro e a dificuldade em encontrar alternativas eficientes têm gerado preocupação entre a torcida e a imprensa especializada. A análise dos números da temporada até o momento revela um panorama preocupante, com a maioria dos gols corinthianos sendo originada de outros setores do campo.
A Crise de Gols no Corinthians: Uma Análise Detalhada
A estatística fria demonstra a fragilidade ofensiva do Timão. Em 16 gols marcados até o presente momento, apenas cinco foram convertidos por jogadores que atuam como atacantes. Isso representa um percentual de pouco mais de 31% da produção total de gols do clube. Essa disparidade evidencia a necessidade urgente de encontrar soluções para aumentar a efetividade do ataque e diminuir a dependência de outros jogadores para balançar as redes. A falta de um centroavante consistente e a dificuldade em criar oportunidades claras de gol têm sido os principais obstáculos enfrentados por Dorival Júnior.
Yuri Alberto: A Ausência que Pesou no Ataque
A lesão de Yuri Alberto, sofrida recentemente, agravou ainda mais a situação. O atacante, que foi o artilheiro do Corinthians em 2024 e 2025, já havia marcado três gols em 2026 antes de ser afastado por pelo menos quatro semanas. Sua ausência privou o time de sua principal referência ofensiva, forçando Dorival a improvisar e testar diferentes alternativas. A falta de um substituto à altura tem sido sentida em campo, com o ataque corinthiano demonstrando pouca criatividade e objetividade.
As Tentativas de Dorival e os Desafios Encontrados
Na busca por soluções, Dorival Júnior tem experimentado diferentes formações e escalações. Na vitória contra o Athletico-PR, por exemplo, o técnico optou por utilizar Memphis Depay como centroavante, deixando no banco Pedro Raul e Gui Negão, atacantes de ofício. No entanto, a aposta em Depay ainda não surtiu o efeito desejado. O jogador holandês, que disputou seis partidas em 2026, ainda não conseguiu marcar um gol, aumentando a sensação de que o setor ofensivo do Corinthians ainda não encontrou o seu equilíbrio.
Vitinho e Pedro Raul: Esperanças em Construção
Outros atacantes do elenco também têm enfrentado dificuldades para se firmar. Vitinho, um dos poucos reforços recentes, soma 28 jogos desde que chegou ao clube, mas ainda não balançou as redes. Apesar de ter contribuído com assistências, sua falta de gols é um ponto de preocupação. Pedro Raul, por sua vez, convive com a escassez de minutos. Com apenas 154 minutos em sete partidas desde o seu retorno de empréstimo, o atacante ainda busca a oportunidade de mostrar o seu valor e marcar o seu primeiro gol com a camisa do Corinthians. Gui Negão também vive uma fase de oscilação, alternando bons e maus momentos, mas ainda não conseguiu se consolidar como uma opção confiável no ataque.
Comparativo com a Temporada Anterior e o Futuro do Ataque
Ao comparar os números de 2026 com os de 2025, a situação se torna ainda mais evidente. No mesmo período da temporada passada, o Corinthians havia marcado 19 gols, sendo 11 deles com atacantes, um aproveitamento superior a 57%. Essa diferença demonstra a queda na produtividade do setor ofensivo em 2026. Com Kaio César ainda em processo de transição física e Memphis Depay sem engrenar, Dorival Júnior precisa encontrar soluções urgentes para reverter esse quadro. O treinador aposta na evolução individual dos jogadores e busca alternativas internas, mas a falta de protagonismo ofensivo continua sendo um desafio a ser superado. A torcida corinthiana espera ansiosamente por um ataque mais eficiente e capaz de garantir os resultados que o clube almeja.

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