Corinthians deseja renegociar contrato de naming rights da Neo Química Arena
Em uma entrevista coletiva recente, o presidente interino do Corinthians, Osmar Stabile, revelou que o clube está disposto a renegociar o contrato de naming rights da Neo Química Arena, atualmente pertencente à Hypera Pharma. O contrato, que foi assinado há cinco anos, tem um valor anual de aproximadamente R$ 21 milhões, mas o Corinthians entende que este valor é baixo e pode ser negociado em uma nova contratação.
Por que o preço mudou?
Os fatores que contribuem para a inflação dos naming rights são diversos. Em primeiro lugar, é importante lembrar que o Corinthians vendeu o nome da sua arena em um momento de incerteza econômica provocada pela pandemia de Covid-19. Naquela época, os jogos de futebol aconteciam sem público, o que dificultava as ativações de marca no estádio.
Além disso, o mercado de naming rights amadureceu e diversos outros estádios no Brasil tiveram os nomes vendidos. Outras propriedades comerciais ligadas ao futebol, como patrocínios másters, sofreram uma enorme valorização. O mercado de apostas esportivas também foi regulamentado e “inundou” o futebol brasileiro com investimentos em publicidade.
Renê Salviano: “A valoração da propriedade de naming rights mudou muito ao longo dos últimos 10 anos”
Renê Salviano, CEO da agência Heatmap e especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo, afirma que a valoração da propriedade de naming rights mudou muito ao longo dos últimos 10 anos, catapultada pelo segmento de apostas. Com certeza uma negociação neste momento pode ser mais vantajosa para o Corinthians, quando se trata do tema financeiro.
O Corinthians está disposto a incluir outras propriedades na negociação
O Corinthians está disposto a incluir outras propriedades na negociação dos naming rights da arena como forma de atrair mais interessados e conseguir um contrato maior. Isso inclui patrocínio na camisa e até mesmo o nome de outros espaços, como o centro de treinamentos e a Fazendinha (estádio do clube no Parque São Jorge).
A multa rescisória do contrato cai para R$ 50 milhões em setembro
A partir de setembro, a multa rescisória do contrato com a Hypera Pharma cai para R$ 50 milhões, o que na visão do Corinthians deixa o rompimento mais acessível.
O Corinthians deseja quitar o financiamento da Neo Química Arena
No cenário mais otimista desenhado pela diretoria alvinegra, o novo contrato de naming rights permitiria a quitação do financiamento da Neo Química Arena (cujo saldo atual é de aproximadamente R$ 670 milhões) e ainda geraria uma receita extra para o clube.
Contratos de naming rights em outros estádios brasileiros
Abaixo, você pode encontrar alguns exemplos de contratos de naming rights em outros estádios brasileiros:
- Mercado Livre Arena Pacaembu – R$ 1 bilhão por 30 anos – R$ 33,3 milhões por ano
- Morumbis (São Paulo) – R$ 75 milhões – R$ 25 milhões por ano
- Ligga Arena (Athletico-PR) – R$ 200 milhões por 15 anos – R$ 13,3 milhões por ano
- Casa de Apostas Arena Fonte Nova (Bahia)- R$ 52 milhões por 4 anos – R$ 13 milhões por ano
- Arena MRV (Atlético MG) – R$ 71,8 milhões por 10 anos – R$ 7,18 milhões por ano
- Arena BRB Mané Garrincha – R$ 7,5 milhões por 3 anos – R$ 2,5 milhões por ano
- Casa de Apostas Arena das Dunas – R$ 6 milhões por 5 anos – R$ 1,2 milhões por ano
- Arena Nicnet (Botafogo-SP) – R$ 6 milhões por 5 anos – R$ 1,2 milhões por ano
Esses exemplos demonstram que o valor dos naming rights pode variar muito dependendo do estádio e do contrato em questão.
Em resumo, o Corinthians está disposto a renegociar o contrato de naming rights da Neo Química Arena e incluir outras propriedades na negociação para atrair mais interessados e conseguir um contrato maior. O clube entende que o valor atual é baixo e pode ser negociado em uma nova contratação.

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