O ambiente no Internacional tem sido palco de turbulências nos bastidores, culminando em momentos de tensão e descontentamento entre jogadores e a diretoria. Um dos episódios que mais chamaram a atenção envolveu o atacante colombiano Rafael Borré, que, segundo relatos, buscou explicações diretas do diretor executivo André Mazzuco após uma declaração que gerou insatisfação.
Atacante Borré busca esclarecimentos sobre fala do dirigente
A relação entre o elenco e a cúpula diretiva do Internacional parece ter sido abalada por algumas manifestações e decisões recentes. Um ponto de atrito significativo surgiu a partir de uma declaração do diretor executivo André Mazzuco, que teria desagradado o atacante Rafael Borré. Conforme apurado por fontes jornalísticas, o jogador colombiano sentiu a necessidade de confrontar o dirigente para entender a motivação por trás de suas palavras, demonstrando claramente seu descontentamento.
A declaração em questão teria sido feita em uma entrevista concedida em agosto, quando Mazzuco foi questionado sobre a performance e o investimento em dois atacantes de renome do clube: Rafael Borré e Enner Valencia. Na época, ambos figuravam entre os atletas com os maiores salários do Internacional. Enner Valencia, que já deixou o Beira-Rio, teve sua saída concretizada em setembro, rumo ao Pachuca. No contexto da entrevista, Mazzuco fez elogios a ambos os jogadores, mas não fechou as portas para uma eventual negociação, um cenário que, de fato, se concretizou com a transferência do equatoriano.
Em suas declarações, o diretor executivo André Mazzuco explicou a lógica por trás de possíveis movimentações no elenco: “Se houver negociações para atletas do Internacional, não especificamente os nossos centroavantes, que façam sentido para o clube dentro das nossas necessidades, que façam sentido para o jogador, que jogadores queiram ir, é onde fecha um pouquinho a matemática para você fazer a negociação.” Essa fala, embora direcionada a um contexto mais amplo de gestão de elenco, parece ter interpretada por Borré como uma abertura para sua própria saída, gerando a inquietação.
O Confronto Direto: Borré e Mazzuco na Sala Executiva
Ainda segundo informações que circulam nos meios esportivos, o descontentamento de Rafael Borré não se limitou a conversas informais. O atacante teria tomado a iniciativa de se dirigir pessoalmente à sala do diretor executivo André Mazzuco para obter explicações sobre a declaração em questão. Esse movimento demonstra a seriedade com que o jogador encarou a situação e a importância que atribui à sua permanência e planejamento no clube.
O jornalista Thaigor Janke detalhou que Borré, ao ser informado sobre as palavras de Mazzuco, não teria ficado satisfeito. O camisa 19 do Internacional expressou seu incômodo, argumentando que possuía planos de vida e carreira estabelecidos em Porto Alegre e que sua intenção era permanecer no clube. Essa atitude reforça a ideia de que o jogador se sentiu surpreso e talvez até traído pela sugestão de uma possível negociação.
A tentativa de contornar o mal-estar foi mencionada como um esforço da diretoria. No entanto, a reportagem aponta que um clima de desconforto se instalou entre Borré e a direção, além de outros descontentamentos que emergem do grupo de jogadores em relação à forma como a diretoria tem conduzido algumas situações. A declaração de Mazzuco, portanto, parece ter sido apenas um gatilho para questões mais profundas de comunicação e relacionamento entre atletas e a gestão.
Outros Descontentamentos: Atletas e D’Alessandro em Pauta
As tensões no Internacional não parecem se restringir apenas ao episódio envolvendo Rafael Borré e André Mazzuco. Há também relatos de atritos entre outros jogadores do elenco e o diretor esportivo do clube, D’Alessandro, uma figura icônica para o torcedor colorado. Conforme divulgado pelo jornalista Lucas Dias, o elenco estaria em desacordo com o ídolo, não tanto pelas cobranças em si, mas pela maneira como são feitas.
Ainda segundo as informações, a percepção de alguns atletas é que D’Alessandro, em sua nova função como dirigente, estaria adotando uma postura que os jogadores chamam de “grandão”. Esse termo sugere uma forma de lidar com os atletas que não agrada, possivelmente por uma percepção de distanciamento ou por uma abordagem que não considera a experiência de quem está em campo. A transição de ídolo a dirigente, para alguns ex-jogadores, pode apresentar desafios na adaptação à dinâmica do vestiário e na gestão de relacionamentos com o elenco.
Esses desentendimentos internos ocorrem em um momento delicado para o Internacional na temporada. A equipe tem lutado para se distanciar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, encontrando-se perigosamente próxima do Z-4. Além disso, o clube tem enfrentado atrasos no pagamento de salários aos atletas, o que contribui para a insatisfação geral. Outro ponto de discórdia mencionado foi a reação dos jogadores a uma atitude do lateral Bernabei, após um pênalti cometido contra o Bahia, evidenciando a complexidade das relações e a necessidade de uma gestão mais apaziguadora para restaurar a confiança e o bom desempenho em campo.

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