O Sport Club Internacional enfrenta uma nova batalha judicial que pode impactar significativamente suas finanças. A Displan, empresa ligada ao empresário Delcir Sonda, moveu uma ação na Justiça do Rio Grande do Sul cobrando uma dívida que ultrapassa os R$ 60 milhões. A disputa legal reacende preocupações sobre a saúde financeira do clube gaúcho e levanta questionamentos sobre a gestão de seus compromissos financeiros. A situação exige atenção redobrada da diretoria colorada, que busca alternativas para evitar a penhora de bens e garantir a estabilidade do clube.
Entenda o Caso: A Origem da Dívida e o Valor Reclamado
A raiz do problema remonta a 2018, quando o Internacional contraiu uma dívida com a Displan. O valor inicial da dívida era de R$ 10.370.261,50, mas com o acúmulo de juros e encargos, o montante cresceu exponencialmente, atingindo a cifra atual de mais de R$ 60 milhões. A Displan, representada por seus advogados, alega que todas as tentativas de acordo amigável foram infrutíferas e, por isso, recorreu à Justiça para garantir o recebimento dos valores devidos. A empresa solicita a penhora de bens do clube como forma de assegurar o pagamento da dívida, caso o Internacional não cumpra com suas obrigações.
A Estratégia do Internacional: Pedido de Prazo e Contestação de Valores
Diante da ação judicial, o Internacional adotou uma postura defensiva, buscando alternativas para mitigar os impactos financeiros da dívida. A diretoria colorada solicitou um prazo adicional para intensificar as negociações com a Displan, visando a formalização de um acordo que seja viável para ambas as partes. Paralelamente, o clube informou ao Judiciário sobre suas dificuldades financeiras, argumentando que o pagamento imediato da dívida poderia comprometer suas atividades e o cumprimento de outros compromissos essenciais. Além disso, o Internacional contesta o valor total da dívida, alegando que há cobranças indevidas que elevam o montante em R$ 1.052.804,03.
O Impacto da Saúde de Delcir Sonda nas Negociações
As negociações entre o Internacional e a Displan pareciam promissoras em dezembro, mas sofreram um revés com a piora no estado de saúde de Delcir Sonda, sócio da empresa. Hospitalizado, Sonda não pôde participar ativamente das discussões, o que atrasou a formalização de um acordo. O clube chegou a obter a suspensão do processo, mas a medida foi derrubada após a Displan informar à Justiça que não houve avanços significativos nas negociações. A saúde do empresário, portanto, desempenhou um papel crucial na dinâmica da disputa judicial, adiando a resolução do conflito.
Decisão Judicial e Prazos Estabelecidos
A juíza Fabiana Zaffari Lacerda, da 6ª Vara Cível de Porto Alegre, proferiu uma decisão que estabelece prazos rigorosos para o Internacional. O clube foi notificado a efetuar o pagamento de R$ 33,9 milhões em até três dias, sob pena de penhora de bens. Além disso, foi concedido um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa. Outro processo, no valor de R$ 16,4 milhões, aguarda decisão judicial. A situação exige que o Internacional aja rapidamente para evitar a perda de ativos e encontrar uma solução para a dívida.
Perspectivas Futuras e a Busca por um Acordo
O futuro da disputa judicial entre o Internacional e a Displan permanece incerto. O clube gaúcho continua buscando um acordo que seja sustentável para suas finanças, mas enfrenta dificuldades para conciliar seus interesses com as exigências da empresa credora. A diretoria colorada analisa todas as opções disponíveis, incluindo a renegociação de juros e condições de pagamento. A resolução do conflito é fundamental para a estabilidade do clube, que precisa evitar a penhora de bens e garantir a continuidade de suas atividades. A torcida colorada acompanha de perto o desenrolar da situação, na esperança de que um acordo seja alcançado e o clube possa superar mais esse desafio.

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