O Internacional se prepara para um confronto crucial contra o Ceará, buscando reverter uma sequência de resultados negativos no Campeonato Brasileiro. Enquanto a equipe atual foca em somar pontos nas rodadas finais, memórias de bastidores trazem à tona momentos de turbulência vividos por ex-jogadores, como a frustrada transferência de Thiago Galhardo.
Internacional em Busca de Reabilitação Contra o Ceará
O Clube do Povo volta a campo nesta quinta-feira (20), no horário nobre do futebol brasileiro, às 21h30. O palco será a imponente Arena Castelão, em Fortaleza, onde o time gaúcho terá pela frente o Ceará. O duelo é válido pela 34ª rodada do Brasileirão Betano, uma competição onde cada ponto se tornou ouro para as equipes que lutam por seus objetivos.
A situação do Internacional é delicada. Após um empate que soou como derrota em seus domínios contra o Bahia, a equipe acumulou cinco partidas sem conhecer o sabor da vitória, contabilizando duas igualdades e três reveses. Com apenas 37 pontos na tabela, o Colorado ocupa a 15ª posição, uma colocação perigosamente próxima da zona de rebaixamento. A diferença para o Vitória, primeiro time a figurar entre os quatro últimos colocados, é de apenas dois pontos, o que aumenta a pressão sobre os jogadores e a comissão técnica nas rodadas finais.
Bastidores Revelam Reviravolta na Carreira de Thiago Galhardo
Enquanto os atuais atletas do Internacional se concentram na batalha pela permanência na Série A, o clube e seus torcedores frequentemente se deparam com lembranças de passagens marcantes de outros jogadores. Um desses nomes é o do meia-atacante Thiago Galhardo, que em conversa recente, compartilhou detalhes de uma negociação que esteve perto de mudar o rumo de sua carreira no início de 2021.
Galhardo relembrou um período intenso de sua trajetória, quando, ainda em processo de recuperação de uma lesão na panturrilha esquerda, viu surgir uma proposta tentadora vinda do Al-Hilal, clube saudita de renome. A perspectiva financeira e esportiva animou o jogador a ponto de aceitar os termos e iniciar os preparativos para a mudança. “A volta dos que foram. Uma situação muito surreal, mexeu demais comigo”, declarou Galhardo, descrevendo a intensidade do momento. A oferta chegou em uma terça-feira, ele assinou um pré-contrato, recebeu as passagens e já planejava sua partida para o sábado seguinte. A celebração foi completa, com uma festa de despedida organizada para a família, mesmo em meio às restrições da pandemia.
A Frustração de Uma Transferência Que Não Se Concretizou
O encanto de Galhardo com os valores propostos pelo clube saudita era palpável. No entanto, a complexidade e o curto prazo para a conclusão do negócio, somados à falta de garantias sólidas para o Internacional, levaram a diretoria colorada a desistir da transferência. Essa decisão gerou uma profunda contrariedade no atleta, que se viu em uma encruzilhada sem precedentes.
A não concretização da venda gerou um impacto imediato na rotina do jogador. Após se despedir de sua família em São João del Rei, em Minas Gerais, ele retornou a Porto Alegre. Já recuperado fisicamente, esperava ser relacionado pelo então técnico Abel Braga para um confronto importante contra o Sport. No entanto, para sua surpresa e decepção, seu nome não apareceu na lista. O Internacional, que na época liderava o Campeonato Brasileiro e ostentava uma invencibilidade de 12 jogos, acabou sendo derrotado em casa, um resultado que, segundo Galhardo, marcou o fim de um sonho.
O Sentimento de Não Ser Valorizado em Momentos Decisivos
A ausência em um jogo que se provou crucial deixou uma marca profunda em Thiago Galhardo. Ele expressou seu sentimento de frustração e questionamento sobre as prioridades do clube naquele momento. “Senti naquele momento que o título havia escapado. Tinha algo muito errado acontecendo, algo sério dentro do clube. Não me venderam e também não me colocaram para jogar”, desabafou. Ele sentiu que, apesar de ser considerado importante para a manutenção do elenco, sua participação em partidas decisivas não era prioridade. A sensação era de que o clube acreditava que poderia vencer o Sport mesmo sem sua presença, confiando em seu bom momento e na força do elenco. Essa experiência, no entanto, deixou uma cicatriz, evidenciando a complexidade das relações entre jogadores, clubes e mercado no futebol.

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