A partida entre Corinthians e Palmeiras, válida pela penúltima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista, continua gerando discussões após a vitória do Verdão por 1 a 0. A polêmica em questão envolve uma ação do meio-campista Andreas Pereira, do Palmeiras, que mexeu na marca do pênalti momentos antes da cobrança de Memphis Depay, do Corinthians. A atitude gerou debates sobre a ética e as táticas utilizadas no futebol brasileiro, com diferentes opiniões de jogadores e a possibilidade de punição ao atleta.
A Ação de Andreas Pereira e a Defesa de Maurício
O lance controverso ocorreu durante um momento crucial da partida, com o placar ainda empatado em 0 a 0. Andreas Pereira, visivelmente buscando desestabilizar o adversário, alterou a marcação do pênalti antes da cobrança de Memphis Depay. O holandês, ao tentar converter a penalidade, acabou escorregando e desperdiçando a oportunidade. A jogada dividiu opiniões, com alguns críticos considerando a atitude antiética, enquanto outros a enxergam como uma estratégia dentro do jogo.
Maurício, companheiro de equipe de Andreas Pereira no Palmeiras, defendeu o colega, argumentando que tais ações são comuns no futebol brasileiro. Em entrevista, o jogador ressaltou que Andreas não foi o primeiro nem será o último a tentar essa tática, classificando-a como uma forma de “malandragem” presente no esporte. Maurício enfatizou que a atitude faz parte da cultura futebolística do país e que, embora possa ser vista como controversa, é uma prática que já foi observada em diversas ocasiões.
Outras Perspectivas: Gustavo Gómez e Raniele
A defesa de Andreas Pereira não se limitou a Maurício. Gustavo Gómez, zagueiro e um dos líderes do Palmeiras, também se manifestou a favor do companheiro, afirmando que a confusão e as artimanhas fazem parte do jogo, especialmente em clássicos. O paraguaio, embora reconheça não gostar da confusão, entende que ela é inerente ao futebol brasileiro e que, portanto, deve ser aceita como parte do espetáculo.
Do lado do Corinthians, Raniele, volante da equipe, adotou uma postura mais ponderada. Embora não tenha condenado totalmente a atitude de Andreas Pereira, Raniele ressaltou que a responsabilidade de coibir tais ações é do árbitro. O jogador argumentou que, se a tática funcionasse, o Palmeiras seria visto como esperto, mas que, caso não tenha sucesso, não se pode julgar o atleta como antiético. Raniele defendeu que a solução é a atuação do árbitro, que deve punir a infração caso a considere inadequada.
A Possibilidade de Denúncia e Julgamento
Apesar das defesas e das diferentes opiniões, a atitude de Andreas Pereira pode ter consequências disciplinares. A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) pode denunciar o jogador, o que levaria o caso a julgamento. Caso seja considerado culpado, Andreas Pereira poderá sofrer punições, como suspensão ou multa.
O TJD já se manifestou sobre o caso, informando que todas as partidas organizadas pela Federação Paulista de Futebol (FPF) são analisadas pela Procuradoria de Justiça Desportiva para identificar possíveis infrações e oferecer denúncias. A decisão sobre denunciar ou não Andreas Pereira caberá à Procuradoria, que avaliará as imagens do lance e as circunstâncias em que ocorreu.
O Impacto no Resultado e a Vitória do Palmeiras
Independentemente da polêmica em torno da marca do pênalti, o Palmeiras conseguiu vencer o clássico contra o Corinthians por 1 a 0, com um gol de Flaco López aos 84 minutos. A vitória garantiu ao Verdão uma vaga antecipada para a próxima fase do Campeonato Paulista, enquanto o Corinthians terá que lutar pela classificação nas últimas rodadas. O resultado, somado à controvérsia, torna o clássico ainda mais memorável e alimenta os debates sobre os limites da ética e da estratégia no futebol.
A discussão sobre a atitude de Andreas Pereira levanta questões importantes sobre a cultura do futebol brasileiro e a necessidade de regulamentar as táticas utilizadas pelos jogadores. Enquanto alguns defendem que a “malandragem” faz parte do jogo, outros argumentam que é preciso preservar a ética e o fair play. A decisão final sobre o caso caberá ao TJD, que deverá analisar as evidências e aplicar as sanções cabíveis, se for o caso.

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