A noite de quarta-feira (4) na Vila Belmiro foi marcada por um empate frustrante entre Santos e São Paulo, em um clássico válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O placar de 1 a 1 refletiu a dificuldade do Peixe em transformar a posse de bola em oportunidades claras de gol e a crescente pressão sobre o técnico Juan Pablo Vojvoda devido à falta de um desempenho consistente. Zé Rafael colocou o Santos na frente, mas Jonathan Calleri garantiu o empate para o Tricolor, evidenciando as fragilidades defensivas do time da casa. A partida levantou questionamentos sobre o esquema tático e a capacidade da equipe em quebrar defesas adversárias bem postadas.
Análise Tática e o Início Promissor do Santos
A estratégia inicial de Juan Pablo Vojvoda para o clássico consistiu em um esquema 4-2-3-1, buscando equilibrar a solidez defensiva com a criatividade no meio-campo. A escalação com Gabriel Brazão no gol, Mayke e Escobar nas laterais, Adonis Frías e Luan Peres na zaga, João Schmidt e Zé Rafael como volantes, Gabriel Menino como meia, e Barreal e Rony como alas, com Gabigol no ataque, indicava uma intenção de pressionar o adversário desde o início. O primeiro tempo, de fato, começou com o Santos dominando as ações, especialmente pelo lado esquerdo, com Escobar, Barreal e Zé Rafael demonstrando boa movimentação e buscando espaços na defesa são-paulina. No entanto, a equipe alvinegra apresentou dificuldades em manter o ritmo e a intensidade, permitindo que o São Paulo se aproximasse e equilibrasse as ações.
O Gol de Zé Rafael e a Reação do São Paulo
Apesar do ímpeto inicial, o Santos viu o São Paulo se recuperar e passar a criar oportunidades, explorando as falhas na marcação e na cobertura da defesa alvinegra. A fragilidade no lado direito, com Mayke tendo dificuldades em conter os avanços adversários, se tornou um ponto de preocupação. Após um período de relativa calmaria, o Santos conseguiu abrir o placar nos acréscimos do primeiro tempo, com um gol de Zé Rafael, aproveitando um rebote dentro da área. O gol, no entanto, não foi suficiente para garantir a tranquilidade do Peixe, que viu o São Paulo retornar para o segundo tempo com uma postura mais agressiva e determinada.
A Falta de Solidez Defensiva e o Empate do São Paulo
A segunda etapa da partida foi marcada pela postura defensiva do Santos, que recuou suas linhas e tentou segurar o resultado. A substituição de Adonis Frías por João Basso na zaga visava dar mais segurança ao setor, mas não surtiu o efeito desejado. O São Paulo, por sua vez, continuou pressionando e, após um cruzamento pela esquerda, conseguiu o empate com um gol de Jonathan Calleri. O gol são-paolino expôs as fragilidades defensivas do Santos e a falta de capacidade da equipe em controlar o jogo em momentos de pressão. A partir do empate, o Santos tentou se reorganizar, mas encontrou dificuldades em criar oportunidades claras de gol e retomar o controle da partida.
As Tentativas de Vojvoda e a Pressão Crescente
Diante da dificuldade em furar o bloqueio defensivo do São Paulo, Juan Pablo Vojvoda promoveu algumas mudanças na equipe, com as entradas de Migueliot, Rollheiser e Lautaro Díaz, buscando dar mais velocidade e dinamismo ao ataque. No entanto, as substituições não foram suficientes para mudar o panorama da partida. A marcação são-paulina se manteve eficiente, neutralizando as investidas do Santos e garantindo o empate. O resultado frustrante aumentou a pressão sobre o técnico Vojvoda, que precisa encontrar soluções para melhorar o desempenho da equipe e evitar uma sequência negativa.
Próximos Desafios do Santos no Campeonato Brasileiro e Paulista
O Santos agora se prepara para enfrentar o Noroeste-SP, no próximo domingo (8), às 16h, em Bauru, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Em seguida, o Alvinegro receberá o Velo Clube-SP, na Vila Belmiro, no dia 15 (domingo), às 20h30. Já pelo Brasileirão, o Peixe terá um confronto difícil contra o Athletico Paranaense, na próxima quinta-feira (12), às 19h, na Arena da Baixada, em Curitiba. A partida contra o Athletico será um teste importante para o Santos, que precisa somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento e recuperar a confiança da torcida. A sequência de jogos exigirá um esforço conjunto de jogadores e comissão técnica para superar as dificuldades e alcançar os objetivos traçados.

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