A torcida santista vive um momento de apreensão após a mais recente rodada do Campeonato Brasileiro. O time da Vila Belmiro amargou uma derrota em casa para o Vitória, um confronto direto que poderia significar um respiro na luta contra o rebaixamento. O placar final de 1 a 0 para os visitantes não apenas tirou do Santos a oportunidade de se distanciar de um concorrente direto na parte inferior da tabela, mas também reacendeu o sinal de alerta máximo em relação à sua permanência na elite do futebol nacional.
Com este resultado indesejado, o Peixe se manteve na incômoda 16ª posição, com 31 pontos somados em sua trajetória no Brasileirão. No entanto, a proximidade do Vitória, que agora encosta na classificação, aumenta a pressão sobre o elenco e a comissão técnica. A campanha atual do alvinegro praiano começa a exibir semelhanças preocupantes com a temporada de 2023, ano que ficou marcado de forma indelével pela inédita queda do clube para a segunda divisão.
O fantasma do rebaixamento volta a assombrar a Vila Belmiro
As estatísticas e projeções são um fator que contribui significativamente para o aumento da preocupação entre os torcedores e analistas. Antes mesmo do confronto contra o Vitória, as chances de o Santos ser rebaixado já eram consideráveis, situando-se em torno de 13,9%, segundo levantamentos realizados pela UFMG. Contudo, após o tropeço em seus domínios, esse percentual deu um salto assustador, ultrapassando a marca dos 34,8%. Esse aumento expressivo dobra o risco, ligando um sinal vermelho para todos os envolvidos com o clube.
O desempenho geral da equipe ao longo das 28 rodadas disputadas no Brasileirão Betano tem sido aquém das expectativas. O Santos acumulou até o momento oito vitórias, sete empates e amargou treze derrotas. Com esse retrospecto, o aproveitamento do time se encontra em 36,9%. Curiosamente, essa pontuação e aproveitamento são quase idênticos aos registrados na mesma fase da temporada de 2023. Naquele ano, o Peixe somava 30 pontos, com uma vitória e um empate a menos, e um aproveitamento de 35,7%, dados que prenunciavam a tragédia que se concretizou.
Semelhanças preocupantes e dificuldades em evidência
A dificuldade em encontrar um equilíbrio entre o desempenho defensivo e o poder ofensivo é outro ponto que reforça a alarmante semelhança entre as campanhas de 2023 e 2024. Na temporada atual, o Peixe marcou 28 gols e sofreu 40. Em 2023, os números eram de 30 gols marcados e 52 sofridos, evidenciando uma fragilidade defensiva recorrente que tem custado pontos preciosos.
A situação do Santos quando joga em casa, na histórica Vila Belmiro, não apresenta um cenário mais animador. O clube figura como o terceiro pior mandante do Campeonato Brasileiro. Em 14 partidas disputadas em seus domínios, o time conseguiu apenas cinco vitórias, somou quatro empates e sofreu cinco derrotas, o que se traduz em um aproveitamento de apenas 45,2%. Este desempenho em casa é crucial, pois frequentemente o mando de campo é um fator decisivo na reta final de competições equilibradas como o Brasileirão.
Um calendário implacável pela frente
O caminho que se desenha para o Santos nas próximas rodadas do Brasileirão Betano é dos mais desafiadores. Sob o comando de Juan Pablo Vojvoda, que estabeleceu metas claras para a equipe, o alvinegro praiano terá pela frente uma sequência de jogos que testará os limites de seu elenco e sua capacidade de reação. A lista de adversários inclui equipes fortes e tradicionais, como Botafogo, Fortaleza, Palmeiras, Flamengo, e novamente Palmeiras, além do Mirassol.
Desses confrontos, uma parcela significativa será contra times que atualmente ocupam posições no G6 da competição, ou seja, brigando pelas primeiras colocações e vagas na Libertadores. Apenas um dos próximos adversários, o Mirassol, figura na zona de rebaixamento (Z4). Mesmo contando com um jogo a menos em relação a alguns de seus concorrentes, o Santos precisará impor uma virada de jogo drástica e imediata para evitar a repetição do doloroso cenário de 2023 e garantir sua permanência na Série A. Cada ponto conquistado nas partidas restantes passará a ter um peso de decisão absoluta.

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