O ano de 2025 marcou um ponto de inflexão na história recente do São Paulo Futebol Clube, especialmente no que diz respeito ao desempenho de seu ataque. A temporada se encerrou com apenas 79 gols marcados, um número que coloca o clube em um patamar preocupante, remetendo a períodos de baixa produtividade no início do século. Essa queda abrupta no poder ofensivo levanta questionamentos sobre as causas e os caminhos para a recuperação do time em 2026. A análise detalhada da temporada revela uma combinação de fatores, incluindo lesões de jogadores-chave, perda de regularidade e a ausência de um padrão tático consistente que permitisse ao São Paulo explorar ao máximo seu potencial no ataque.
A Trajetória Descendente do Ataque Tricolor
Para entender a gravidade da situação em 2025, é fundamental comparar o desempenho do ataque são-paulino com as temporadas anteriores. Em 2022 e 2021, o clube demonstrou um futebol vibrante e eficiente, com mais de 110 gols marcados em cada uma dessas campanhas. Essa fase de alta produtividade era impulsionada por um elenco com jogadores em excelente forma física e tática, além de um sistema de jogo que valorizava a posse de bola, a criação de oportunidades e a finalização. Em 2024, o São Paulo ainda conseguiu manter um bom nível ofensivo, com 94 gols, e em 2023, foram 92 gols, confirmando a tendência de um ataque funcional e relativamente consistente. No entanto, a queda para 79 gols em 2025 representa um retrocesso significativo, quebrando a sequência positiva e reacendendo os fantasmas do passado.
O Peso das Lesões na Performance Ofensiva
Um dos principais fatores que contribuíram para o declínio do ataque em 2025 foi a onda de lesões que atingiu o elenco. Jogadores como Calleri, Ryan Francisco e André Silva, que eram peças fundamentais no setor ofensivo, foram afastados dos gramados por longos períodos devido a problemas graves nos joelhos. A ausência simultânea desses três centroavantes comprometeu a dinâmica ofensiva da equipe, dificultando a criação de jogadas e a finalização. Essa situação não havia ocorrido com tanta intensidade em temporadas anteriores, quando o São Paulo contava com um elenco mais completo e saudável. Além dos centroavantes, Lucas Moura, outro jogador essencial na estrutura ofensiva, também enfrentou problemas físicos ao longo do ano, o que limitou sua participação e impacto nas partidas.
A Perda de Regularidade e Criatividade
Além das lesões, a falta de regularidade e criatividade também foram fatores determinantes para o baixo desempenho do ataque em 2025. Em anos anteriores, o São Paulo se destacava pela sua capacidade de manter um padrão tático consistente e de explorar as fragilidades dos adversários. No entanto, em 2025, a equipe apresentou dificuldades em encontrar um sistema de jogo que funcionasse, e os jogadores tiveram dificuldades em se entrosar e criar oportunidades de gol. A ausência de Lucas Moura, um jogador conhecido por sua habilidade e capacidade de drible, também contribuiu para a perda de criatividade no ataque. Sem sua presença, o time se tornou previsível e dependente de jogadas individuais, o que facilitou o trabalho das defesas adversárias.
O Desempenho Individual Abaixo do Esperado
Mesmo com alguns jogadores em campo, o desempenho individual também ficou abaixo do esperado em 2025. Luciano, que terminou a temporada com 16 gols, teve uma marca respeitável, mas ainda inferior ao impacto que artilheiros tricolores exerceram em anos de maior produtividade. Ferreirinha, que chegou a ter bons momentos, não conseguiu manter a constância vista em temporadas melhores do clube. A falta de um centroavante em boa fase também pesou na pontuação do time, já que Calleri, Ryan Francisco e André Silva não tiveram a oportunidade de jogar regularmente e mostrar seu potencial. A combinação de um desempenho individual abaixo do esperado com a falta de um sistema tático eficiente resultou em um ataque pouco produtivo e incapaz de decidir as partidas.
O Desafio da Reconstrução para 2026
O São Paulo encerra 2025 com a missão de reconstruir seu ataque e recuperar o futebol ofensivo que o consagrou em temporadas anteriores. Para isso, será fundamental investir em novos jogadores, fortalecer o elenco e encontrar um sistema tático que valorize a posse de bola, a criação de oportunidades e a finalização. A regularidade física e tática dos jogadores também será crucial para o sucesso da equipe em 2026. Além disso, será importante resgatar a confiança e a motivação dos jogadores, para que eles possam voltar a jogar com a mesma intensidade e criatividade de anos passados. O desafio é grande, mas o São Paulo tem potencial para superar as dificuldades e voltar a ser um dos ataques mais temidos do futebol brasileiro. A torcida tricolor espera ansiosamente por um 2026 de renovação e sucesso.

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