O departamento de futebol do Vasco da Gama está em pleno vapor nos planos para 2026, com um foco claro na reestruturação do meio de campo. A busca por um volante de peso tem sido uma constante nas discussões internas, dada a necessidade de aprimorar o nível técnico e a profundidade do elenco. A diretoria já mapeou diversos nomes que se encaixam no perfil desejado de saúde, equilíbrio e qualidade, com a meta de fortalecer a equipe para as competições do próximo ano.
A Prioridade no Meio de Campo: Planejamento e Necessidades
A posição de volante sempre foi uma área de interesse para o Gigante da Colina, especialmente após as oportunidades perdidas nas janelas de transferências anteriores. Em meados de 2025, a estratégia foi investir na retaguarda, com as aquisições de Carlos Cuesta e Robert Renan, consideradas cruciais para a solidez defensiva. Para o meio, a chegada de Thiago Mendes, que estava sem clube, e o retorno de Cauan Barros do América-MG foram as apostas. No entanto, a situação se complicou com a nova e prolongada lesão de Jair, que mais uma vez o afastou dos gramados por um longo período. Com Paulinho e Mateus Carvalho apresentando um desempenho aquém do esperado, o time se viu com opções limitadas no setor, contando basicamente com Barros, Hugo Moura e Tchê Tchê. Thiago Mendes, por sua vez, precisou de um período de recondicionamento físico e ainda não conseguiu ter uma sequência como titular.
Decisões Estratégicas e Orçamento Limitado
A gestão do orçamento tem sido um fator determinante nas decisões de contratação do Vasco. Na última janela de transferências, a diretoria optou por direcionar os recursos para a aquisição de zagueiros em regime de empréstimo, com opções de compra futuras. Essa estratégia permitiu reforçar a defesa sem comprometer excessivamente as finanças. Para a posição de volante, o clube não realizou investimentos vultosos em transferências. Thiago Mendes e Cauan Barros chegaram a São Januário em negociações consideradas de baixo custo, praticamente de graça. Essa postura demonstra a cautela da diretoria em otimizar os recursos disponíveis, priorizando a sustentabilidade financeira enquanto busca peças-chave para a composição do elenco.
O Papel de Fernando Diniz e o Planejamento Integrado
Fernando Diniz, o comandante técnico do Vasco, desempenhará um papel fundamental no processo de planejamento do elenco para 2026. Ele trabalhará lado a lado com Admar Lopes, executivo de futebol, Felipe, membro da comissão técnica, Pedrinho, coordenador de futebol, e toda a estrutura do departamento de futebol. Essa colaboração integrada visa garantir que as contratações estejam alinhadas com a filosofia de jogo do treinador e as necessidades táticas da equipe. A participação ativa de Diniz desde o início do planejamento é um indicativo da importância de construir um time coeso e competitivo, que possa executar suas ideias em campo com eficiência e consistência.
Olhando para o Futuro: Libertadores e Sul-Americana em Vista
As ambições do Vasco para 2026 vão além da simples participação em competições. O clube almeja figurar entre os principais colocados do Campeonato Brasileiro e, consequentemente, garantir uma vaga em torneios continentais de prestígio, como a Libertadores da América ou a Copa Sul-Americana. Essa meta ambiciosa influenciará diretamente nas estratégias de mercado. A diretoria já tem em mente o perfil de reforços necessários caso a equipe consiga se classificar para essas competições. A preparação antecipada e o mapeamento de alvos demonstram o comprometimento em montar um elenco capaz de competir em alto nível e honrar a tradição do clube.
Reforços Estratégicos: Zaga e Ataque em Foco
Além da prioridade no meio de campo, o Vasco também tem outros setores que demandam atenção para a próxima temporada. O clube busca aprofundar o sistema defensivo com a contratação de um zagueiro reserva, capaz de agregar qualidade e opções ao banco de reservas. Essa movimentação visa garantir que a defesa permaneça sólida mesmo diante de eventualidades. O ataque também surge como uma área de prioridade, com o desejo de trazer um jogador mais móvel e com potencial para se tornar titular. A busca por um atacante com características ofensivas que possam desequilibrar as partidas é um dos objetivos para o planejamento de 2026, visando aumentar o poder de fogo da equipe.

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